Caminho Primitivo

A Rota do Rei
com Bernardo Conde
Nova data brevemente

O Caminho Primitivo, também conhecido como o Caminho de Santiago Original, é uma experiência de caminhada única ao longo das belas paisagens de Astúrias e Galícia. Com 13 dias de caminhada, terás a oportunidade de te envolveres com a natureza enquanto segues os passos dos outros peregrinos que viajaram pelo caminho durante séculos.

A caminhada começa em Oviedo, uma cidade histórica com uma bela catedral e um centro histórico encantador. A partir daqui, segues para o campo, passando por florestas, rios e montanhas. As vistas são deslumbrantes, com o verde das árvores contrastando com o azul do céu.

Ao longo do caminho, terás a oportunidade de visitar pequenos locais e aldeias, cada um com sua própria história e cultura. Poderás desfrutar da comida tradicional e conhecer os habitantes locais.

A caminhada termina em Santiago de Compostela, também uma cidade histórica com uma imponente catedral e um ambiente vibrante. Aqui, terminaremos o caminho na famosa praça do Obradoiro e juntamo-nos aos outros peregrinos para comemorar.

Este é um caminho desafiador, mas também é uma experiência transformadora. Voltarás para casa com memórias inesquecíveis e uma profunda compreensão da natureza e da história da região. Se estás à procura de uma aventura emocionante, o Caminho Primitivo é a escolha perfeita.

Aproximação CULTURAL
A caminhada tem um grande impacto cultural, pois é uma oportunidade para os peregrinos experimentarem a beleza natural e a riqueza histórica da região. Ao longo do caminho, passamos por lugares históricos e cidades medievais, como Grado e Salas, onde podemos ver a arquitetura tradicional da região e aprender sobre sua história e cultura. Também passamos por paisagens deslumbrantes de montanhas, florestas e rios, e por mosteiros e igrejas históricas, como a igreja de Santa Maria de Ibeas e o mosteiro de San Juan de Piñeiro. Além disso, caminhar pelo Caminho Primitivo é uma oportunidade para experimentar a hospitalidade e a cultura gastronómica da região. Poderemos saborear pratos típicos, como a fabada asturiana, lacón con grelos e empanadas gallegas, e provar vinhos e sidras locais. O Caminho Primitivo é uma experiência cultural enriquecedora que oferece aos peregrinos uma oportunidade única de experimentar a beleza natural, a riqueza histórica e a cultura da região de Astúrias e Galícia.
Exigência FÍSICA
Caminhar pelo Caminho Primitivo é um desafio físico significativo mas repartido. O caminho de Oviedo a Lugo é um percurso típico de média montanha. Com exceção da descida para a barragem de Salime e da subida para Puerto del Palo, não há grandes desníveis a serem superados de uma só vez. Temos uma sucessão de caminhos de todo o tipo: trilhos, caminhos de terra (é fácil encontrar troços de lama), caminhos de pedra ou pedras soltas e caminhos de asfalto. Contudo, distribuição dos albergues ao longo do percurso permite a quem é um pouco mais lento ou menos preparado completar todo o percurso facilmente.  É importante estar preparado para caminhar médias distâncias e carregar o seu próprio equipamento, mas para isso e para quem não tem experiência nós ajudamos a preparar tudo da melhor forma, pois há poucos lugares para comprar mantimentos ao longo do caminho. É recomendável estar com um mínimo de forma física antes de embarcar nesta jornada, e quando começarmos a caminhar ao fim das três ou quatro primeiras etapas entramos verdadeiramente ao ritmo cruzeiro do caminho. No entanto, a paisagem fabulosa e a sensação de realização ao chegar a Santiago de Compostela são recompensas valiosas para o esforço físico.
CONFORTO
Os alojamentos ao longo do Caminho Primitivo, que vai de Oviedo a Santiago de Compostela passando por Astúrias e Galícia, variam em conforto. Alguns albergues e casas de hóspedes são mais simples e básicas, enquanto outros oferecem comodidades adicionais como casas de banho privadas e cozinhas partilhadas. Para as dormidas, é recomendado que levem o seu próprio saco-cama e estejam preparados para dormir em quartos partilhados. Mas esta é uma das verdadeiras experiências de fazer um caminho e que muitas das vezes gera as melhores histórias.
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Descrição

ROTA DA VIAGEM

Chegando a Oviedo, encontramo-nos no hotel, onde o Bernardo, o nosso líder de viagem, estará à tua espera e dos teus companheiros de aventura.
Aproveitaremos o tempo que houver para conhecer um pouco da capital das Astúrias. Oviedo é uma cidade encantadora e histórica, situada no norte da Espanha. Fundada há mais de mil anos, é conhecida pela sua rica herança arquitetónica, incluindo a imponente Catedral de San Salvador e a Basílica de San Isidoro. Além disso, a cidade é famosa pela sua animada vida cultural, com muitos teatros, galerias de arte e bares.

Poderemos desfrutar de uma caminhada pelas ruas medievais da cidade antiga, admirando as belas fachadas das casas e as praças pitorescas.

Oviedo é também conhecida pela sua gastronomia deliciosa, com pratos tradicionais como a fabada (feijão com chouriço e presunto) e o cachopo (bife recheado de queijo e presunto).

Oviedo é uma cidade muito bonita e repleta de história e cultura.

Com estes atrativos, depois de um jantar relativamente cedo e de um briefing de preparação para o dia seguinte, recolhemos para estarmos frescos para o início da grande rota do Rei.

Alimentação: –
Dormida: Hotel/Hostel

Acordamos cedo, e depois de um reconfortante pequeno-almoço fazemo-nos ao caminho. Exceto a saída de Oviedo, a caminhada percorre a sua maior parte por trilhos e caminhos num agradável ambiente rural, com desníveis frequentes, cruzando florestas, prados e pequenas aldeias. Chegando às imediações de Grado dirigimo-nos ao nosso albergue, instalamo-nos, e aproveitamos o resto do dia para descontrair, conhecer a povoação, tratar de procurar repasto e celebrar a primeira etapa cumprida. Para entrar no ritmo do caminho, seguimos a máxima do deitar cedo e cedo erguer.

Alimentação: –
Dormida: Albergue

Começamos o dia com uma subida de 300 metros de desnível em 5,0 km até o Alto do Fresno, em seguida, uma forte descida leva-nos ao fundo do vale do Narcea, onde fica localizada Cornellana e seu magnífico mosteiro de San Salvador. De Cornellana para Salas subimos pelo vale do rio Nonaya, cruzando pequenos lugares sem qualquer tipo de apoios.

A rotina de chegar, descansar, passear pela povoação, tratar do jantar e do necessário para o pequeno-almoço do dia seguinte começa a ganhar vida.

Alimentação: –
Dormida: Albergue

Começamos o dia bem cedo, ainda antes do raiar do sol, com uma das experiências mais bonitas do caminho: ver o sol nascer várias vezes. Pequeno-almoço tomado e fazemo-nos ao caminho.  Hoje teremos uma caminhada incrível no meio de campos verdejantes e florestas de carvalhos e castanheiros. Durante os primeiros oito quilómetros, subiremos desde os 240 metros de altitude em Salas até os 660 metros em La Espina, desfrutando de desníveis suaves mas frequentes, chegando a quase aos 800 metros de altitude. La Espina é a única localidade de passagem intermédia com todos os apoios de que poderemos precisar para continuar a caminhada até Tineo.

Alimentação: –
Dormida: Albergue

Esta é a primeira das três etapas que definem o caráter e essência do Caminho Primitivo, pela sua riqueza ecológica, fauna e flora, pela sua dificuldade e pelas suas paisagens. Mais uma alvorada, mais uma etapa fabulosa.

Ainda perto de Tineo, seguindo o caminho, encontramos o Mosteiro de Santa María la Real de Obona. Pensa-se que este notável centro foi fundado no século VIII e teve os seus anos áureos durante os séculos XIII e XIV por ordem de Afonso IX, obrigando o Caminho de Compostela a passar por aqui. O mosteiro passou então por diversas dificuldades, agravando-se com a secularização de 1835, sendo reduzido a igreja paroquial de San Antolín de Obona.

Villaluz, Vega del Rei, Berrugoso, Campiello, El Fresno, El Espín e Borres, com uma interessante igreja, são marcos modestos do nosso percurso histórico deste dia.

Ao passar por Campiello abastecemo-nos com algumas provisões.

Alimentação: –
Dormida: Albergue

Com cinco dias de caminhada acumulados estamos já preparados para o que aí vem. Esta é considerada a etapa mais épica deste caminho. O caminho pela Rota de Hopitales é 4,5 km mais curta que a alternativa por Pola, mas mais difícil e sem serviços. É uma das etapas mais belas paisagisticamente de todos os Caminhos de Santiago. Realiza-se por áreas elevadas, desabitadas e com uma grande exposição às variáveis meteorológicas e, por isso, é recomendável ir acompanhado, com água e provisões, e com o equipamento adequado para o vento e frio mesmo no verão.

Chegando a Berducedo, depois de um banho retemperador, saímos para jantar e comemorar.

Alimentação: –
Dormida: Albergue

Depois da aventura da etapa anterior, para hoje teremos outra etapa linda: embora iniciemos com duas subidas moderadas, de 100 (na saída de Berducedo) e 175 (na saída de La Mesa) metros de desnível, hoje o percurso caracteriza-se pela longa descida à barragem de Grandas, por trilhos de terra e, nos trechos finais, por estrada, em 8,2 km passamos de 1040 metros de altitude para 210. Uma descida bastante acentuada. Em seguida, subimos a Grandas de Salime por uma estrada monótona, mas aproveitando alguns belos atalhos florestais. Mais uma etapa concluída, instalamo-nos, descontraímos, e preparamos a etapa seguinte.

Alimentação: –
Dormida: Albergue

Dizem que chegamos ilesos em Grandas de Salime – a sepultura do Apóstolo Santiago está ao nosso alcance. Hoje avançamos por um território mais tranquilo do que as etapas anteriores, por áreas rurais, agrícolas e pecuárias, passando por numerosas pequenas paróquias, algumas com serviços de apoio para os peregrinos. A etapa está marcada por uma subida longa, mas suave e progressiva, ao Alto do Acebo, serra que separa as comunidades regionais das Astúrias e Galiza.

Alimentação: –
Dormida: Albergue

Hoxe é dia de Galicia!
Nesta primeira etapa totalmente galega passaremos sobretudo por caminhos de terra, seguindo o eixo da estrada LU-530, com desníveis contínuos, mas, em geral, moderados (com a exceção da tremenda subida a A Lastra).
Fonsagrada situa-se no cimo de uma colina e as placas indicam-nos o chafariz que dá nome à cidade e que se situa junto à igreja paroquial. Por algumas vielas atrás da referida igreja, atravessamos o centro histórico em descida para um descampado onde existe uma bomba de gasolina, da qual saímos à direita por uma rua de terra batida que termina na estrada C-630, onde seguimos até Padron, uma aldeia que avistamos à frente e que atravessamos para voltar à estrada.
Até Montouto percorremos caminhos alternados com a estrada. Pouco depois de sair de Padrón seguimos por um caminho florestal que termina em Villardongo, novamente por estrada e caminhos de terra batida chega-se a Piedrafitela e Montouto. É depois de passar por esta última cidade que a estrada se separa amplamente do asfalto e inicia uma subida seguida de uma longa descida até Paradavella, neste local existe um bar cuja dona é a bondade em pessoa e foi ela mesma que certa vez aconselhou aos peregrinos para eles irem pela estrada até o cume de A Lastra, já que os desvios pela serra eram intransitáveis ​​devido ao mato, mas até o momento estão livres de mato e é possível percorrer os sete longos quilômetros até o cume por caminho.

Alimentação: –
Dormida: Albergue

Aos poucos aproximamo-nos do fim. Esta será uma etapa longa, por trilhos de terra e asfalto confortáveis, e com desníveis muito suaves: entre O Cádavo e Castroverde superamos uma modesta colina; em seguida, percorremos a planície lucense até à capital. A única paragem com serviços de apoio será Castroverde, embora em algumas aldeias tenham aproveitado a passagem contínua de caminhantes para instalar máquinas de venda automática. Hoje terminamos em Lugo, a maior cidade do Caminho Primitivo.  Esta destaca-se pela muralha romana e pela catedral de Santa Maria. Passaremos o resto do dia a descontrair e a descobrir o centro histórico desta povoação histórica.

Alimentação: –
Dormida: Albergue

Nesta altura estaremos com a sensação de que já vivemos por uma vida, nestes dez dias a caminhar.

Hoje a etapa, apesar da extensão, será acessível, a maioria dos quilómetros do caminho passa por estradas locais, e o restante por trilhos confortáveis, na maioria também asfaltados, e com poucos desníveis.

Esta é uma etapa com muita história: por exemplo são 19 km de Lugo a San Romão da Retorta, mas se o peregrino se interessa pelo mistério, deveria dirigir-se a Santalla de Bóveda e tentar compreender o seu significado, escondido ao longo dos séculos. O Caminho que o peregrino percorre é um caminho com mais de vinte séculos de história. Um marco antigo indicava que o Caminho percorre a rota XIX do itinerário de Antonino, a principal via da rede romana do Ocidente.
Mas voltemos à história da nossa rota, depois de deixarem a catedral pela Rua Bo Xesús, os peregrinos desciam a Rua do Minho, passando pela Fonte da Pinguela. Os peregrinos que faziam o desvio do Caminho Francês também seguiriam esta rota.

Inicialmente saíriam da Muralha pela Porta Miñá. Depois que o bispado ter transferido os direitos sobre a Porta de Santiago em meados do século XVI, os peregrinos passaram a sair por esta porta sob uma estátua de Santiago Matamoros.

Dali percorreriam o lugar ocupado pela Capela Carmen do século XIX que substituiu uma ermida da Virgen del Camino, imagem conservada num retábulo deste templo. Desciam o Regueiro dos Hortos, desciam a estrada romana ou a estrada medieval e, depois de atravessarem a ponte romana, chegavam ao bairro de São Lázaro, onde funcionava um importante hospital de peregrinos.

Ao longo da história, o Caminho Primitivo segue sempre em linha reta de Lugo a Melide, atravessando O Careón pelo Hospital das Seixas, Santiago de Vilouriz, Vilamor e Compostela.

E é seguindo estes passos que continuaremos o nosso caminho.

Alimentação: –
Dormida: Albergue

Antepenúltima etapa, preparados?
Prosseguimos esta etapa rural por pequenos trilhos de terra e, principalmente, asfalto, com desníveis frequentes, mas, em geral, moderados, e com pequenas aldeias, algumas das quais com restauração. Hoje finalizamos em Melide, já no Caminho Francês.
Em Melide encontramos duas das pulperias mais famosas de Espanha, onde servem um excelente polvo à galega acompanhado do genuíno vinho ribeiro. Hoje a etapa ganha um registo gastronómico adicional.

Alimentação: –
Dormida: Albergue

Uma contínua subida e descida, principalmente a partir de Melide, devido aos numerosos riachos que correm transversais à nossa caminhada, mas apesar disso será uma etapa tranquila. Avançamos por longos trilhos florestais, cruzando florestas e pradarias. Seguimos, como na etapa anterior, o eixo da rodovia N-547, sugerindo-se precaução ao cruzá-la. Passarmos a noite em O Pedrouzo coloca-nos a uma curta distância para chegarmos ainda durante a manhã a Santiago, e quem quiser poderá cumprir os vários rituais, como levantar a compostelana, dar um abraço ao Santo e ver o botafumeiro.

Alimentação: –
Dormida: Albergue

Chegou o grande dia da etapa final. A nostalgia dos últimos quilómetros geralmente pesa nas pernas, é normalmente um dia agridoce: felizes por chegar e tristes por terminar. Mas faz parte das vivências do Caminho.

Ora, com excepção do segmento inicial, caminhamos hoje por um território sujeito a uma intensa pressão urbanística: aeroporto, áreas residenciais, rodovias, indústrias… A etapa não apresenta desníveis relevantes, a subida ao Monte do Gozo tem uma inclinação moderada. A emoção, depois de tantos quilómetros e algumas dificuldades, é intensa, e nada pode diminuir a nossa entrada triunfal na praça do Obradoiro. A subida ritual pelas escadas da catedral põe um ponto final na nossa experiência inesquecível.
No âmbito cultural, é importante mencionar que o centro histórico de Santiago de Compostela é um dos mais bem preservados da Europa, a catedral, que guarda o sepulcro do apóstolo Santiago, é imponente e monumental, destacando-se o Pórtico da Glória, obra-prima do românico espanhol.
A tarde será livre para cada um usufruir Santiago da melhor maneira, e encontramo-nos num restaurante local para o jantar de celebração. Após o jantar, se houver audácia, dizem que há um Paris-Dakar a fazer.

Alimentação: –
Dormida: Hotel/Guesthouse

Dia de descontrair pelas ruas do centro histórico de Santiago de Compostela, antes de regressarmos à realidade.

As pernas vão querer continuar e a cabeça também, mas decerto que as memórias e histórias deste Caminho nos vão acompanhar para sempre. Dizem que se ganha uma energia especial de resiliência depois de um caminho como este, nada nos atinge. Assim termina, assim nasce um novo vício. Fazer caminhos.

Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: – 

DestinoEspanha: Astúrias e Galiza
DormidaHotel/Hostel – 2 noites, Albergues/Guesthouses - 12
AtividadesTrekking e Descoberta Cultural
ReservasGrupo 6 a 10 pessoas
Outras InformaçõesVoo não incluído, ou autocarro (20€ ida e volta a partir do Porto)
Valor indicativo de voo não directo Oviedo (160€)
INCLUI
EXCLUI
LÍDER DE VIAGEM

Bernardo Conde

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