Descrição
ROTA DA VIAGEM
Chegando a Oviedo, encontramo-nos no hotel, onde o Bernardo, o nosso líder de viagem, estará à tua espera e dos teus companheiros de aventura.
Aproveitaremos o tempo que houver para conhecer um pouco da capital das Astúrias. Oviedo é uma cidade encantadora e histórica, situada no norte da Espanha. Fundada há mais de mil anos, é conhecida pela sua rica herança arquitetónica, incluindo a imponente Catedral de San Salvador e a Basílica de San Isidoro. Além disso, a cidade é famosa pela sua animada vida cultural, com muitos teatros, galerias de arte e bares.
Poderemos desfrutar de uma caminhada pelas ruas medievais da cidade antiga, admirando as belas fachadas das casas e as praças pitorescas.
Oviedo é também conhecida pela sua gastronomia deliciosa, com pratos tradicionais como a fabada (feijão com chouriço e presunto) e o cachopo (bife recheado de queijo e presunto).
Oviedo é uma cidade muito bonita e repleta de história e cultura.
Com estes atrativos, depois de um jantar relativamente cedo e de um briefing de preparação para o dia seguinte, recolhemos para estarmos frescos para o início da grande rota do Rei.
Alimentação: –
Dormida: Hotel/Hostel
Acordamos cedo, e depois de um reconfortante pequeno-almoço fazemo-nos ao caminho. Exceto a saída de Oviedo, a caminhada percorre a sua maior parte por trilhos e caminhos num agradável ambiente rural, com desníveis frequentes, cruzando florestas, prados e pequenas aldeias. Chegando às imediações de Grado dirigimo-nos ao nosso albergue, instalamo-nos, e aproveitamos o resto do dia para descontrair, conhecer a povoação, tratar de procurar repasto e celebrar a primeira etapa cumprida. Para entrar no ritmo do caminho, seguimos a máxima do deitar cedo e cedo erguer.
Alimentação: –
Dormida: Albergue
Começamos o dia com uma subida de 300 metros de desnível em 5,0 km até o Alto do Fresno, em seguida, uma forte descida leva-nos ao fundo do vale do Narcea, onde fica localizada Cornellana e seu magnífico mosteiro de San Salvador. De Cornellana para Salas subimos pelo vale do rio Nonaya, cruzando pequenos lugares sem qualquer tipo de apoios.
A rotina de chegar, descansar, passear pela povoação, tratar do jantar e do necessário para o pequeno-almoço do dia seguinte começa a ganhar vida.
Alimentação: –
Dormida: Albergue
Começamos o dia bem cedo, ainda antes do raiar do sol, com uma das experiências mais bonitas do caminho: ver o sol nascer várias vezes. Pequeno-almoço tomado e fazemo-nos ao caminho. Hoje teremos uma caminhada incrível no meio de campos verdejantes e florestas de carvalhos e castanheiros. Durante os primeiros oito quilómetros, subiremos desde os 240 metros de altitude em Salas até os 660 metros em La Espina, desfrutando de desníveis suaves mas frequentes, chegando a quase aos 800 metros de altitude. La Espina é a única localidade de passagem intermédia com todos os apoios de que poderemos precisar para continuar a caminhada até Tineo.
Alimentação: –
Dormida: Albergue
Esta é a primeira das três etapas que definem o caráter e essência do Caminho Primitivo, pela sua riqueza ecológica, fauna e flora, pela sua dificuldade e pelas suas paisagens. Mais uma alvorada, mais uma etapa fabulosa.
Ainda perto de Tineo, seguindo o caminho, encontramos o Mosteiro de Santa María la Real de Obona. Pensa-se que este notável centro foi fundado no século VIII e teve os seus anos áureos durante os séculos XIII e XIV por ordem de Afonso IX, obrigando o Caminho de Compostela a passar por aqui. O mosteiro passou então por diversas dificuldades, agravando-se com a secularização de 1835, sendo reduzido a igreja paroquial de San Antolín de Obona.
Villaluz, Vega del Rei, Berrugoso, Campiello, El Fresno, El Espín e Borres, com uma interessante igreja, são marcos modestos do nosso percurso histórico deste dia.
Ao passar por Campiello abastecemo-nos com algumas provisões.
Alimentação: –
Dormida: Albergue
Com cinco dias de caminhada acumulados estamos já preparados para o que aí vem. Esta é considerada a etapa mais épica deste caminho. O caminho pela Rota de Hopitales é 4,5 km mais curta que a alternativa por Pola, mas mais difícil e sem serviços. É uma das etapas mais belas paisagisticamente de todos os Caminhos de Santiago. Realiza-se por áreas elevadas, desabitadas e com uma grande exposição às variáveis meteorológicas e, por isso, é recomendável ir acompanhado, com água e provisões, e com o equipamento adequado para o vento e frio mesmo no verão.
Chegando a Berducedo, depois de um banho retemperador, saímos para jantar e comemorar.
Alimentação: –
Dormida: Albergue
Depois da aventura da etapa anterior, para hoje teremos outra etapa linda: embora iniciemos com duas subidas moderadas, de 100 (na saída de Berducedo) e 175 (na saída de La Mesa) metros de desnível, hoje o percurso caracteriza-se pela longa descida à barragem de Grandas, por trilhos de terra e, nos trechos finais, por estrada, em 8,2 km passamos de 1040 metros de altitude para 210. Uma descida bastante acentuada. Em seguida, subimos a Grandas de Salime por uma estrada monótona, mas aproveitando alguns belos atalhos florestais. Mais uma etapa concluída, instalamo-nos, descontraímos, e preparamos a etapa seguinte.
Alimentação: –
Dormida: Albergue
Dizem que chegamos ilesos em Grandas de Salime – a sepultura do Apóstolo Santiago está ao nosso alcance. Hoje avançamos por um território mais tranquilo do que as etapas anteriores, por áreas rurais, agrícolas e pecuárias, passando por numerosas pequenas paróquias, algumas com serviços de apoio para os peregrinos. A etapa está marcada por uma subida longa, mas suave e progressiva, ao Alto do Acebo, serra que separa as comunidades regionais das Astúrias e Galiza.
Alimentação: –
Dormida: Albergue
Hoxe é dia de Galicia!
Nesta primeira etapa totalmente galega passaremos sobretudo por caminhos de terra, seguindo o eixo da estrada LU-530, com desníveis contínuos, mas, em geral, moderados (com a exceção da tremenda subida a A Lastra).
Fonsagrada situa-se no cimo de uma colina e as placas indicam-nos o chafariz que dá nome à cidade e que se situa junto à igreja paroquial. Por algumas vielas atrás da referida igreja, atravessamos o centro histórico em descida para um descampado onde existe uma bomba de gasolina, da qual saímos à direita por uma rua de terra batida que termina na estrada C-630, onde seguimos até Padron, uma aldeia que avistamos à frente e que atravessamos para voltar à estrada.
Até Montouto percorremos caminhos alternados com a estrada. Pouco depois de sair de Padrón seguimos por um caminho florestal que termina em Villardongo, novamente por estrada e caminhos de terra batida chega-se a Piedrafitela e Montouto. É depois de passar por esta última cidade que a estrada se separa amplamente do asfalto e inicia uma subida seguida de uma longa descida até Paradavella, neste local existe um bar cuja dona é a bondade em pessoa e foi ela mesma que certa vez aconselhou aos peregrinos para eles irem pela estrada até o cume de A Lastra, já que os desvios pela serra eram intransitáveis devido ao mato, mas até o momento estão livres de mato e é possível percorrer os sete longos quilômetros até o cume por caminho.
Alimentação: –
Dormida: Albergue
Aos poucos aproximamo-nos do fim. Esta será uma etapa longa, por trilhos de terra e asfalto confortáveis, e com desníveis muito suaves: entre O Cádavo e Castroverde superamos uma modesta colina; em seguida, percorremos a planície lucense até à capital. A única paragem com serviços de apoio será Castroverde, embora em algumas aldeias tenham aproveitado a passagem contínua de caminhantes para instalar máquinas de venda automática. Hoje terminamos em Lugo, a maior cidade do Caminho Primitivo. Esta destaca-se pela muralha romana e pela catedral de Santa Maria. Passaremos o resto do dia a descontrair e a descobrir o centro histórico desta povoação histórica.
Alimentação: –
Dormida: Albergue
Nesta altura estaremos com a sensação de que já vivemos por uma vida, nestes dez dias a caminhar.
Hoje a etapa, apesar da extensão, será acessível, a maioria dos quilómetros do caminho passa por estradas locais, e o restante por trilhos confortáveis, na maioria também asfaltados, e com poucos desníveis.
Esta é uma etapa com muita história: por exemplo são 19 km de Lugo a San Romão da Retorta, mas se o peregrino se interessa pelo mistério, deveria dirigir-se a Santalla de Bóveda e tentar compreender o seu significado, escondido ao longo dos séculos. O Caminho que o peregrino percorre é um caminho com mais de vinte séculos de história. Um marco antigo indicava que o Caminho percorre a rota XIX do itinerário de Antonino, a principal via da rede romana do Ocidente.
Mas voltemos à história da nossa rota, depois de deixarem a catedral pela Rua Bo Xesús, os peregrinos desciam a Rua do Minho, passando pela Fonte da Pinguela. Os peregrinos que faziam o desvio do Caminho Francês também seguiriam esta rota.
Inicialmente saíriam da Muralha pela Porta Miñá. Depois que o bispado ter transferido os direitos sobre a Porta de Santiago em meados do século XVI, os peregrinos passaram a sair por esta porta sob uma estátua de Santiago Matamoros.
Dali percorreriam o lugar ocupado pela Capela Carmen do século XIX que substituiu uma ermida da Virgen del Camino, imagem conservada num retábulo deste templo. Desciam o Regueiro dos Hortos, desciam a estrada romana ou a estrada medieval e, depois de atravessarem a ponte romana, chegavam ao bairro de São Lázaro, onde funcionava um importante hospital de peregrinos.
Ao longo da história, o Caminho Primitivo segue sempre em linha reta de Lugo a Melide, atravessando O Careón pelo Hospital das Seixas, Santiago de Vilouriz, Vilamor e Compostela.
E é seguindo estes passos que continuaremos o nosso caminho.
Alimentação: –
Dormida: Albergue
Antepenúltima etapa, preparados?
Prosseguimos esta etapa rural por pequenos trilhos de terra e, principalmente, asfalto, com desníveis frequentes, mas, em geral, moderados, e com pequenas aldeias, algumas das quais com restauração. Hoje finalizamos em Melide, já no Caminho Francês.
Em Melide encontramos duas das pulperias mais famosas de Espanha, onde servem um excelente polvo à galega acompanhado do genuíno vinho ribeiro. Hoje a etapa ganha um registo gastronómico adicional.
Alimentação: –
Dormida: Albergue
Uma contínua subida e descida, principalmente a partir de Melide, devido aos numerosos riachos que correm transversais à nossa caminhada, mas apesar disso será uma etapa tranquila. Avançamos por longos trilhos florestais, cruzando florestas e pradarias. Seguimos, como na etapa anterior, o eixo da rodovia N-547, sugerindo-se precaução ao cruzá-la. Passarmos a noite em O Pedrouzo coloca-nos a uma curta distância para chegarmos ainda durante a manhã a Santiago, e quem quiser poderá cumprir os vários rituais, como levantar a compostelana, dar um abraço ao Santo e ver o botafumeiro.
Alimentação: –
Dormida: Albergue
Chegou o grande dia da etapa final. A nostalgia dos últimos quilómetros geralmente pesa nas pernas, é normalmente um dia agridoce: felizes por chegar e tristes por terminar. Mas faz parte das vivências do Caminho.
Ora, com excepção do segmento inicial, caminhamos hoje por um território sujeito a uma intensa pressão urbanística: aeroporto, áreas residenciais, rodovias, indústrias… A etapa não apresenta desníveis relevantes, a subida ao Monte do Gozo tem uma inclinação moderada. A emoção, depois de tantos quilómetros e algumas dificuldades, é intensa, e nada pode diminuir a nossa entrada triunfal na praça do Obradoiro. A subida ritual pelas escadas da catedral põe um ponto final na nossa experiência inesquecível.
No âmbito cultural, é importante mencionar que o centro histórico de Santiago de Compostela é um dos mais bem preservados da Europa, a catedral, que guarda o sepulcro do apóstolo Santiago, é imponente e monumental, destacando-se o Pórtico da Glória, obra-prima do românico espanhol.
A tarde será livre para cada um usufruir Santiago da melhor maneira, e encontramo-nos num restaurante local para o jantar de celebração. Após o jantar, se houver audácia, dizem que há um Paris-Dakar a fazer.
Alimentação: –
Dormida: Hotel/Guesthouse
Dia de descontrair pelas ruas do centro histórico de Santiago de Compostela, antes de regressarmos à realidade.
As pernas vão querer continuar e a cabeça também, mas decerto que as memórias e histórias deste Caminho nos vão acompanhar para sempre. Dizem que se ganha uma energia especial de resiliência depois de um caminho como este, nada nos atinge. Assim termina, assim nasce um novo vício. Fazer caminhos.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: –
Valor indicativo de voo não directo Oviedo (160€)
INCLUI
- Alojamento durante todo o programa
- Acompanhamento de líder Trilhos da Terra durante toda a viagem
- Atividades: Trekking/Caminhada
- 2 pequenos-almoços
EXCLUI
- Voos internacionais
- Alimentação não especificada (cerca de 35€/dia)
- Entradas em museus ou monumentos não especificados
- Extras pessoais como bebidas, telefone, etc
- Seguro pessoal












