Descrição
ROTEIRO DE VIAGEM A MEGHALAYA E NAGALAND - 15 DIAS
Explora o roteiro emocionante desta viagem a Meghalaya e Nagaland, com a Dânia Rodrigues, que te leva a percorrer o Nordeste da Índia.
Bem vindo ao Nordeste da Índia! A Dânia estará à tua espera no aeroporto para te receber e irá acompanhar-te até ao alojamento da primeira noite na aldeia de Umden. Dependendo do horário da tua chegada, poderás ainda dar um pequeno passeio por Guwahati, antes de partirmos todos juntos para a aldeia.
Alimentação: –
Dormida: Guesthouse
Umden é conhecida pela produção de seda Eri, e a sua tecelagem tem sido transmitida ao longo das gerações. O aspecto mais peculiar é que seguem o método ahimsa, que não implica a morte dos bichos da seda no processo da colheita do fio. De manhã, as artesãs locais irão guiar-nos através de todo o processo, desde a produção e colheita do fio até à produção dos tecidos com padrões tradicionais. Após o almoço, temos ainda tempo para visitar a aldeia e fazer uma pequena caminhada até à floresta sagrada, antes de nos encaminhamos até Shillong. No final do dia, seremos recebidos em casa de uma família local, onde nos aguarda uma degustação de vinhos de fruta, e um jantar tradicional com as melhores iguarias da tradição khasi. Por fim dirigimo-nos à guesthouse para um merecido repouso.
Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Guesthouse
Logo de manhã, para iniciarmos a nossa viagem em beleza, iremos visitar o museu Don Bosco Center for Indigenous Cultures, para nos familiarizarmos com a riquíssima tradição tribal do Nordeste da Índia. De seguida, vamos para um café muito especial, que foi concebido como ponto de preservação da cultura khasi. Aí, antes de um almoço com os pratos mais típicos da região, seremos encantados por algumas das histórias mais cativantes da tradição oral khasi, e desafiados a mostrar as nossas competências nos jogos de tabuleiro tradicionais. De tarde, visitamos um campo onde os melhores arqueiros do estado exibem as suas competências, e tentamos desvendar o complicado sistema de apostas que se desenrola à sua volta. De seguida embarcamos nos jeeps através de uma estrada ondulante, emoldurada por penhascos vertiginosos, e com as planícies do Bangladesh a esplanar-se no horizonte. Chegamos ao final da tarde a Kongthong, uma povoação muito especial, onde a eletricidade só chegou há cerca de 15 anos, e a ligação estradal ainda há menos tempo. Mas o que torna esta aldeia tão única e peculiar é uma tradição intemporal conhecida como jingrwai lawbei. Cada vez que um bebé nasce nesta terra, a sua mãe compõe uma delicada melodia assobiada que se torna o nome da criança. A reputação da “aldeia dos assobios” começou a espalhar-se, mas a gestão do turismo da povoação é feita por uma cooperativa de aldeões que a está a proteger do turismo de massa. Os visitantes são acolhidos em pequenas cabanas tradicionais, e convidados a imergir-se profundamente na cultura. Por isso vamos a casa de uma família, onde uma mãe nos irá explicar a construção e significado das diferentes melodias. Depois de um jantar à volta da fogueira, é tempo de nos recolhermos nas nossas acolhedoras cabanas.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse
Nos primórdios dos tempos, contam os Khasi, o ser humano vivia num reino paradisíaco, situado acima das nuvens. Um dia, um homem, ao deambular pela névoa, olhou para baixo e ficou maravilhado com o que via. Aos seus pés estendia-se o mais deslumbrante espectáculo que alguma vez vira, uma paisagem luxuriante cuja beleza superava a do próprio Paraíso. O Criador deu-lhe permissão para ir viver neste lugar tão maravilhoso, e gerou uma gigantesca árvore que serviu de ligação entre o céu e a terra.
Em Meghalaya, as pontes feitas de árvores não são apenas um mito. Os Khasi, uma das tribos predominantes da região, aprenderam a entrançar as tenras raízes da ficus elastica, criando pontes tolkieneskas que conseguem resistir à força intempestiva das monções. E hoje iremos conhecer um dos seus mais impressionantes espécimes, após uma manhã algo invulgar. Embarcamos nos jipes em direção a Sohra, o centro da evangelização de toda a população do Nordeste da Índia, e a zona com maior pluviosadade do planeta. Visitamos o mercado de Sohra, onde seremos surpreendidos não apenas com a profusão e variedade de vegetais, mas também com o sorriso avermelhado das vendedoras, que mascam betel em continuação. Seremos desafiados a comprar os ingredientes necessários para prepararmos uma refeição em casa de uma família local, que nos irá acolher na sua cozinha tradicional numa aldeia nas redondezas.
De seguida, encaminhamo-nos para uma aldeia próxima, que é o perfeito exemplo da simbiose em que os Khasi tradicionais vivem com a Natureza – tal como tantos povoados na zona subtropical, a pequena aldeia encontra-se encaixada na floresta, e é quase impossível distinguir onde começa uma e acaba a outra. É aqui que iremos conhecer uma pessoa muito especial, um dos últimos construtores das pontes de raízes vivas. Irá apresentar-nos a magnífica obra da sua vida, ainda em construção. Com ele, vamos desvendar os segredos desta arte em vias de desaparecimento: as histórias, os tabus, e as dificuldades inerentes à elaboração deste prodígio da bioengenharia – um trabalho intergeneracional que demora no mínimo 25 anos a construir, e que pode durar 500 anos ou mais. Dirigimo-nos por fim a Pynter, onde somos presenteados com um espectáculo de música tradicional, e onfinalmente a Sohra, e recebidos para dormir em casa de famílias locais.
Alimentação: Pequeno-almoço e jantar
Dormida: Casas de famílias locais
De manhã cedo, preparamo-nos para uma longa e desafiante caminhada de mais de 6 horas, que nos levará a percorrer algumas das partes mais desconhecidas desta região. A nossa caminhada irá conduzir-nos através de uma paisagem de conto de fadas, e através de um imaginário povoado por espíritos, criaturas fabulosas e forças da Natureza. Paramos para fazer um picnic num sugestivo local à beira do rio, onde podemos refrescar-nos. Caminhamos ainda um pouco até ao local onde montamos as nossas tendas, e preparamo-nos para uma noite a partilhar histórias à volta da fogueira.
Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Campismo
Prosseguimos a nossa caminhada logo pela manhã, até a um ponto onde seremos recolhidos por um barco, que nos levará a Shnongpdeng. Após o almoço seguimos viagem em direção a Jaintia, zona conhecida pela incrível tradição megalítica que ainda hoje continua a ser praticada. Dependendo do tempo à disposição, visitamos alguns destes impressionantes monumentos, ou algumas deslumbrantes cascatas pelo caminho. Recolhemos por fim numa modesta guesthouse, para repousar o corpo e a mente.
Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Guesthouse
Meghalaya poeticamente significa ‘o lugar onde as nuvens residem’. Hoje os mais corajosos poderão acordar muito cedo para tentar testemunhar a razão pela qual o estado ficou com este nome. Se as condições meteorológicas forem as certas, poderemos assistir a um magnífico nascer-do-sol sobre um extasiante tapete de nuvens. De seguida, iremos encaminhar-nos em direcção ao lago Kupli, conhecido pelos locais como a ‘mini Thailand’, pelas suas águas de um azul cristalino. Após um relaxante passeio de barco e almoço, iremos passar a tarde a caminho de Mualdam, uma pequena aldeia já no estado do Assam. Somos recebidos por membros da comunidade local, que nos oferecem uma refeição local e nos acompanham ao sítio onde pernoitamos.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Casa de famílias locais
Ursula Graham Bowen, uma grande exploradora inglesa, lançou-se numa expedição pelas colinas de Nagaland nos anos 30 do século passado, numa altura em que ainda vagueavam livremente inúmeros felinos perigosos, guerreiros cortadores de cabeças e soldados japoneses. Iremos hoje embarcar numa aventura no encalço das suas pegadas. Aventuramo-nos pelas paisagens que ela descreve nas suas memórias, e visitamos as enigmáticas jarras de pedras, um impressionante vestígio deixado por uma próspera mas totalmente desconhecida civilização. De tarde dedicamo-nos a explorar a aldeia e algumas das tradições dos Dimasa, a tribo que nos hospeda. Dimasa significa na língua local ‘os filhos do poderoso rio’, o grande Brahmaputra. Sendo a tribo Naga mais antiga da região, os Dimasa possuem uma intrincada e fascinante história, que iremos explorar com os nossos anfitriões. Terminamos a noite a partilhar histórias à volta da fogueira.
Alimentação: Pequeno-almoço, jantar
Dormida: Casa de Família Local
Partimos de manhã cedo de jeep, atravessando lentamente as tortuosas estradas do território Naga. O desconforto da viagem é compensado pela beleza da paisagem que se desenrola à nossa volta: frondosas florestas, lagos cristalinos e cascatas vigorosas. O nosso destino é Khonoma, uma das localidades mais importantes para a tribo Naga Angami, que opôs uma feroz resistência aos invasores britânicos. Recentemente, para enfrentar a calamidade ambiental que ameaçava a aldeia, a comunidade uniu-se e baniu completamente a caça e o corte de árvores. A Natureza não tardou a responder, e atualmente o santuário de Khonoma é um dos projectos de conservação do ambiente com maior sucesso em todo o Nordeste da Índia. Chegamos ainda a tempo de fazer uma visita guiada pela encantadora aldeia, para descobrir alguns dos aspectos mais peculiares da cultura Angami. De noite, pernoitamos numa guesthouse que suporta os esforços de preservação.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse
Hoje passamos muito tempo na estrada, mas temos a oportunidade de nos deliciar com as bucólicas paisagens do estado do Assam, que nostalgicamente relembram uma Índia de há 50 anos atrás. Entre vacas, cabrinhas e bicicletas rumamos em direção a Sivasagar, a antiga capital do reino Ahom, onde visitamos o antigo lago e alguns dos seus monumentos mais significativos. De seguida a estrada vai-se tornando cada vez mais complicada, à medida que começamos a adentrar-nos nas zonas mais remotas do estado de Nagaland. As casas vão-se tornando cada vez mais raras, e vão sendo progressivamente substituídas por ocasionais cabanas com telhados de colmo no meio de uma densa floresta. Com o cair da noite chegamos finalmente a Longwa, onde jantamos e descansamos numa espartana guesthouse pertencente a uma família local.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse
Hoje passamos muito tempo na estrada, mas temos a oportunidade de nos deliciar com as bucólicas paisagens do estado do Assam, que nostalgicamente relembram uma Índia de há 50 anos atrás. Entre vacas, cabrinhas e bicicletas rumamos em direção a Sivasagar, a antiga capital do reino Ahom, onde visitamos o antigo lago e alguns dos seus monumentos mais significativos. De seguida a estrada vai-se tornando cada vez mais complicada, à medida que começamos a adentrar-nos nas zonas mais remotas do estado de Nagaland. As casas vão-se tornando cada vez mais raras, e vão sendo progressivamente substituídas por ocasionais cabanas com telhados de colmo no meio de uma densa floresta. Com o cair da noite chegamos finalmente a Longwa, onde jantamos e descansamos numa espartana guesthouse pertencente a uma família local.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse
Longwa é uma das localidades mais fascinantes do estado de Nagaland por mais de um motivo. Após a independência da União Indiana em 1947, a aldeia foi arbitrariamente dividida ao meio entre a Índia e o Myanmar. O palácio do angh, ou rei de Longwa, onde seremos recebidos, representa o absurdo desta divisão aleatória: o seu quarto encontra-se do lado indiano, e a cozinha do lado birmanês! Mas Longwa hospeda também o maior número de antigos cortadores de cabeças no estado de Nagaland. Este era um ritual fundamental para assegurar a prosperidade e continuidade da comunidade no passado. E de manhã vamos ter uma experiência bastante inédita: caminhamos até uma comunidade remota que conseguiu preservar os únicos crânios humanos que sobreviveram à destruição dos missionários. Passamos o dia a explorar e a tentar compreender esta tradição tão peculiar, antes de regressarmos a Longwa para o nosso encontro com a realeza. Terminamos a noite a partilhar histórias à volta da fogueira.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse
Hoje de manhã temos um dos pontos altos da nossa viagem: o encontro com um dos últimos cortadores de cabeças ainda vivos. Ouvimos os seus relatos em primeira mão, tentando imaginar a sua realidade tão diferente da nossa. De seguida, visitamos um fabricante de espingardas artesanais: os Konyak aprenderam a fabricar armas autonomamente, e este foi um dos motivos pelos quais foram uma das únicas tribos que não foi conquistada pelos britânicos. Após o almoço encaminhamo-nos para Majuli, onde chegamos no final da tarde e repousamos num alojamento confortável.
Alimentação: Pequeno-almoço e almoço
Dormida: Guesthouse
Majuli é a maior ilha fluvial do mundo, e é considerada a alma do estado indiano Assam. De facto, esta capital cultural é a sede do movimento neo-Vaishnava, que há mais de 500 anos estabeleceu uma tradição absolutamente única no mundo. Os satras, centros culturais e religiosos, preservaram formas sincréticas de dança, literatura, teatro, cerâmica, construção de máscaras e de barcos. Vamos conhecer esta impressionante tradição através da visita do museu Ahom, e de um atelier de construção de máscaras tradicionais, ambos localizados em duas satras diferentes. De seguida, encaminhamo-nos a uma aldeia concentrada na produção de cerâmica através de um método tradicional. Antes de apanharmos um ferry através do Brahmaputra em direção a Jorhat, temos tempo para um almoço Mising e numa cozinha ao ar livre, onde podemos saborear os mais deliciosos petiscos desta cultura. Em Jorhat, por fim, passamos uma noite confortável a reviver as aventuras dos últimos dias.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse
Chegou o momento das despedidas! A Dânia irá acompanhar-te até ao aeroporto de Jorhat, de onde partirá o voo de regresso.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: –
INCLUI
- Acompanhamento do líder Trilhos da Terra durante toda a viagem
- Transfers do aeroporto até à guesthouse
- Alojamento durante todo o programa
- Transportes durante todo o programa
- Bilhetes de acesso ao Museu Don Bosco, às diferentes pontes de raízes visitadas, e ao Festival Hornbill
- Guias locais
EXCLUI
- Voos internacionais (preço indicativo 1000€)
- Alimentação não especificada (cerca de 30€ por dia)
- Extras pessoais como souvenirs, refrescos, snacks, etc
- Seguro de viagem
- Atividades não especificadas
- Outras despesas não mencionadas nas incluídas
Perguntas frequentes sobre a viagem a Meghalaya e Nagaland
Porque não os dois? A Dânia desenhou esta viagem para visitar ambas as regiões da Índia.
Com treino e entusiasmo vais conseguir aguentar. Mas não vai ser fácil. Esta é classificada como viagem de aventura com dificuldade alta. Alguns desafios que vamos encontrar: – Caminhadas longas (até 6h, 3000 degraus) – Alojamento básico (campismo, homestay, cabanas) – Estradas difíceis em Nagaland – Pouco conforto Ideal para viajantes com boa forma física e espírito aventureiro.
São duas regiões autênticas e remotas da Índia.
Durante esta viagem vais poder:
- passar por pontes vivas (living root bridges) – apenas em Meghalaya
- Conviver com as tribos Naga
- Presenciar o Festival Hornbill (celebração tribal rara)
- Visitar o Nordeste da Índia que é totalmente diferente do resto do país
Sim. Os portugueses precisam de visto electrónico (e-Visa) que se tira online. Custo: ~40€. O Processo simples e demora 3-5 dias a chegar às tuas “mãos”. Atenção: Nagaland requer permissão especial – tratamos disso.
Melhor época: em Novembro e Dezembro (Festival Hornbill em Dezembro) Época a evitar: de Junho a Setembro (por causa da monção – Meghalaya é o lugar mais chuvoso) A temperatura é média (15-25°C nas regiões montanhosas)
Sim, é seguro. Apesar de remoto, Meghalaya e Nagaland são estados pacíficos. A líder Dânia visitou 8 vezes nos últimos anos e continua a visitar com o mesmo entusiasmo e paixão.
Ideal para:
– Aventureiros com boa forma física
– Interessados em culturas tribais/antropologia
– Quem procura visitar a Índia autêntica (não inclui Taj Mahal)
– Viajantes curiosos
Não recomendamos para:
– quem procura conforto/hotéis;
– quem tem mobilidade reduzida
– quem vai fazer a primeira viagem à Índia e procura o estereotipo imaginário da Índia (Esta é uma viagem numa das parte mais remotas e intensas da Índia. Se é com este espírito de aventura e baixo conforto que estás, então podes vir)




















