Descrição
Roteiro da viagem ao Nepal - 15 Dias
Explora as etapas desta viagem ao Nepal para descobrir o coração dos Himalaias, de Kathmandu ao Trekking Annapurna.
A líder, Tânia Muxima, estará à tua espera no aeroporto. Ao fim da tarde saímos pelas ruas de Thamel, o centro turístico de Kathmandu, para uma primeira abordagem à atmosfera da cidade. Durante o jantar, a líder fará um check de como se vai desenrolar a viagem e de tudo o que vamos precisar para que nada nos falte nos dias que se seguem.
Alimentação: –
Dormida: B&B
Depois de um energético pequeno almoço no nosso hotel, arrancamos para visitar a cidade e os seus lugares cheios de história e tradição. Apesar de toda a poeira no ar, buzinas, carros e motas em todos os sentidos, é uma cidade que transpira boas energias, com música, cheiros, comida típica, sorrisos nos rostos e muito boa vibe. Vamos caminhar pelas ruelas estreitas, repletas de artesãos e vendedores ambulantes até ao icónico Asan Bazar, um dos mercados locais mais autênticos de Kathmandu, onde se vende comida, especiarias, roupas, ferramentas, galinhas, ali há de tudo. Seguimos a galgar passeio até Durbar Square, o coração da cidade velha de Kathmandu, onde se situava o Palácio Real. A Praça do Palácio é um labirinto de ruas e praças, becos e cruzamentos, uma bonita e bem conservada Praça do antigo Reino de Kathmandu.
À tarde iremos até Boudhanath. Um dos locais mais sagrados do Nepal para o Budismo, esta estupa também é uma das maiores do mundo. É o monumento budista mais emblemático do Vale de Kathmandu e a atmosfera que se sente naquela praça é fantástica. Boudhanath ficava no meio da rota comercial entre o Nepal e o Tibete e com isso sofreu influências de ambas culturas, a sua bela e colorida arquitetura retrata bem isso.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel
Depois de um pequeno almoço relaxado, rumamos a Bakthapur, uma das antigas capitais do Nepal. Deixamos para trás a algazarra do centro de Kathmandu e entramos na tranquilidade do antigo reino de Bhaktapur, uma pacata cidade conhecida como a ‘Cidade dos Devotos’. Bhaktapur possui o centro histórico melhor preservado do Nepal, com labirintos de casas e prédios construídos em terra-cota, cheio de entalhes e detalhes decorativos. É o maior centro de artesanato do país, com grande enfoque na cerâmica, presente a cada esquina. Bhaktapur é considerada pela Unesco como Património Mundial e, seguindo a tendência das cidades reais do Nepal, tem uma Durbar Square, a praça principal que sedia o antigo palácio e os templos de maior beleza.
Um transporte irá levar-nos a Pashupatinath, o mais antigo templo Hindu do Nepal, cenário de cremação de corpos nos ghats, escadarias às margens do rio. Ser cremado ali significa alcançar o Nirvana, o objetivo de vida do hindu. Este templo é dedicado ao Deus Shiva, uma das maiores entidades do hinduísmo. Conta a lenda que Shiva encontrou Pashupatinath e adotou-o como seu , tornando-se assim o deus daquela região. Quando os deuses Ganesh e Vishnu descobriram o seu lugar secreto e perceberam a sua falta de humildade, partiram um dos cornos de Shiva e utilizaram para construir o primeiro lingan do templo. Assim, o templo foi erguido e, desde então, corpos de hindus vêm diariamente de todo o país para ser cremado nos ghats de Pashupatinath.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel
Hoje vamos viajar até à cidade que vai servir de ponto de partida para o nosso trekking, Pokhara (822m). Pokhara é uma pacata cidade nas margens do Lago Phewa, a segunda maior cidade do Nepal. De Kathmandu (1400m), são 8h horas de viagem por um Nepal mais rural, cruzando pitorescas aldeias, com paisagens impressionantes de algumas das montanhas das mais altas do mundo como pano de fundo.
Depois de nos instalarmos no nosso hotel, saímos para dar um passeio e relaxar, nas margens do lago, desta intensa mas bonita viagem. Se os astros se alinharem ainda apanhamos o pôr do sol sobre o lago.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Tea House
O nosso dia começa com uma pequena viagem cénica de 2h, de jipe, até ao ponto de partida para o nosso trekking. Este será um dia mais pequeno e relaxado. São 3h de caminhada até chegarmos a Landruk (1640m), uma tradicional aldeia Gurung, um povo indígena que habita os vales montanhosos do Nepal. Vamos ter tempo para nos ambientarmos e para desfrutarmos da paisagem. Pelo caminho vamos cruzar uma impressionante ponte suspensa, e vamos atravessar campos de cultivo em socalcos. Uma paisagem verdejante e, no horizonte, os cumes nevados do Maciço dos Annapurnas.
Distância: 2,5 kms (3h)
Desnível: 300 m positivo / 100 m negativo
Alimentação: –
Dormida: Tea House
Para os menos dorminhocos, o nosso dia começa ainda de noite. Vamos saltar da cama e deixarmo-nos deslumbrar com um incrível nascer do sol, com os Himalaias a iluminarem-se ali, diante dos nossos olhos.
Depois de um bom pequeno almoço vamo-nos meter ao trilho e caminhar dia fora até Chhomrong (2170m), uma aldeia que tem uma vista espetacular sobre algumas das montanhas mais altas do mundo. Começa com uma descida até ao rio Modi Khola, para atravessarmos a New Bridge. A partir daqui, é uma subida bastante íngreme, através de uma exuberante floresta de bambu, campos de cultivo e pequenas aldeias isoladas onde se sente a hospitalidade do povo Gurung, até chegarmos ao nosso destino. Damos de caras, frente a frente, com a imponente montanha do Machhapuchhare (FishTail), uma montanha sagrada, considerada pelos locais como o lar do deus Hindu Shiva.
Distância: 9 km (8h contando com paragens)
Desnível: 900m positivo / 300m negativo
Alimentação: –
Dormida: Tea House
Deixamos para trás a charmosa aldeia de Chhomrong e descemos a pique, por uma escadaria de pedra, até à ponte suspensa que baila sobre o Chhomrong Khola, para depois subirmos, a pique também, até Sinuwa, pelo vale do Rio Modi O caminho de Chhomrong a Dovan é um dos mais populares e pitorescos desta nossa jornada pelos Annapurnas. Atravessamos majestosos vales rodeados de uma imensa floresta de samambaias, carvalhos, bambus e rododendros, que se torna mais densa à medida que avançamos. Para além de toda a beleza natural, vamos poder vivenciar a cultura e o estilo de vida únicos das comunidades Gurung e Magar, conhecidas pela sua hospitalidade e modo de vida tradicional. Depois de um dia intenso chegamos por fim ao nosso destino, Dovan (2600m), onde vamos poder descansar e recuperar energias para o dia de amanhã.
Distância: 10 km (7h contando com paragens)
Desnível: 800 m positivo / 450 m negativo
Alimentação: –
Dormida: Tea House
Hoje iremos começar o nosso dia caminhando ao longo da margem do Vale Modi Khola, através da floresta, subindo em direção à Caverna Hinku (3.139 m) e, mais adiante, a Deurali. As paisagens verdejantes começam a dar lugar a um cenário idílico de rocha e gelo, à medida que subimos e nos aproximamos da porta de entrada do Santuário dos Annapurnas. Continuamos a subir e chegamos, por fim, ao Acampamento Base do Machhapuchhare (3700m), uma ‘esplanada’ repleta de alojamentos locais, as famosas Tea Houses, virada para algumas das montanhas mais bonitas dos Himalaias e para o místico Machhapuchhare, a montanha sagrada desta cordilheira. Um verdadeiro anfiteatro de montanhas onde nos sentimos pequenos perante a grandeza do lugar. Distância: 12 km (9h contando com paragens)
Desnível: 1 200 m positivo / 120 m negativo
Alimentação: –
Noite: Tea House
O dia de hoje vai ter um ritmo mais devagar, não só devido à altitude, mas também porque temos apenas 3 kms para percorrer até ao nosso destino final, o ponto mais alto desta jornada, o Annapurna Base Camp (4130m). É um dia cheio de emoções, para muitos é um sonho tornado realidade, estar ali, em pleno Santuários dos Annapurnas, rodeados de magia, com algumas das mais belas e altas montanhas do mundo a olharem para nós de cima, com todo o seu encanto e delicadeza. Fazemos o percurso de manhã, quando as condições meteorológicas estão melhores, e para assim aproveitarmos a tarde a descansar, fotografar, contemplar a beleza deste imponente lugar.
Distância: 3 km (3h)
Desnível: 450 m positivo /0 m negativo
Alimentação: –
Noite: Tea House (camaratas)
Hoje vamos madrugar para podermos contemplar o nascer do sol sobre os picos nevados dos Himalaias: Annapurna I, Macchapucchhre, Annapurna South, Gangapurna, Annapurna III.
É um cenário de natureza crua em todo o seu esplendor, uma manhã nunca mais se apagará da tua memória. Depois do pequeno almoço começa a nossa descida de volta a Pokhara. É um dia longo, quase sempre a descer e, embora a descida seja menos difícil que a subida, é um dia exigente para as pernas. Embora já tenhamos feito este trilho à ida para cima, agora a paisagem tem outro encanto com a vista das cascatas e do vale de cima para baixo. Caminhamos até Bamboo (2310m), onde vamos jantar e dormir numa acolhedora Tea House.
Distância: 16 km (8h contando com paragens)
Desnível: 10 m positivo / 1 810 m negativo
Alimentação: –
Noite: Tea House
Serpenteando a floresta, de Bamboo fazemos uma subida íngreme até Kuldi Ghar e depois até Sinuwa seguindo os degraus de pedra que levam ao Baixo Chhomrong. Depois subimos os mil degraus de pedra que nos levam ao Alto Chhomrong. Aqui começa a nossa descida para Jhinu Danda (1780m), o lugar onde vamos passar a noite. Para descomprimir toda esta incrível jornada iremos relaxar nas fontes termais situadas a apenas 20 minutos a pé de Jhinu Danda.
Distância: 11 km (6h contando com paragens)
Desnível: 400 m positivo / 1 200 m negativo
Alimentação: –
Noite: Tea House
O nosso trekking está a chegar ao fim e hoje caminhamos apenas 1h até ao transporte que nos vai levar de volta a Pokhara. Curva e contra curva, por entre campos de cultivo, é assim que nos despedimos das nossas imponentes montanhas que embelezaram o nosso horizonte nestes últimos dias. Em Pokhara, depois de nos instalarmos no nosso hotel, vamos relaxar no Lago Phewa e, os mais destemidos, terão mesmo a oportunidade de desfrutar do lago em cima dos seus coloridos barquinhos. Á noite é tempo de uma bela jantarada com muita risada e conversa sobre as peripécias e os momentos marcantes do nosso trekking.
Alimentação: —
Noite: Hotel
A viagem de volta ao Vale de Kathmandu será, de novo, uma aventura, mas desta feita de avião. Dependendo da hora a que chegamos iremos galgar passeio pelas ruelas de Thamel, onde não faltarão lojinhas para comprares umas lembranças desta memorável viagem. O resto da tarde e a noite vai ser de convívio num restaurante típico no centro da capital.
Alimentação: Pequeno Almoço e jantar
Noite: Hotel
Acordamos pela fresca e seguimos para Patan, um antigo reino do Nepal. Patan é famosa devido ao rico acervo de templos budistas e hindus. A Durbar Square, que em nepalês significa Praça do Palácio, é o ponto alto da cidade, com seus impressionantes templos. Iremos percorrer o labirinto vivo que são as ruas estreitas da cidade, onde em cada esquina, pequenos pátios escondidos revelam chaityas ancestrais e fontes esculpidas.
À tarde vamos visitar a Estupa de Swayambhunath, um lugar conhecido como Templo dos Macacos. Tem uma estupa principal, no topo de uma colina, com uma vista impressionante sobre a cidade e está cercada por templos hindus e budistas, que ali coexistem em harmonia. Em cada um dos quatro lados da estupa principal há um par de grandes olhos que simboliza o Deus que tudo vê.
Alimentação: Pequeno Almoço
Noite: Hotel
Hoje é dia de aproveitar as últimas horas neste país incrível antes de entrarmos no avião, com a memória repleta de histórias e momentos inesquecíveis.
Alimentação: Pequeno Almoço
INCLUI
- Acompanhamento do líder Trilhos da Terra durante toda a viagem
- Transfers de aeroporto (dentro das datas do programa)
- Autocarro Katmandu - Pokhara
- Avião Pokhara - Kathmandu
- Todo o transporte para as atividades e visitas descritas no programa
- Guia Sherpa e carregadores nepaleses
- Permit de trekking para o Santuário dos Annapurna
- 7 Pequenos-almoços e 1 jantar
EXCLUI
- Voos internacionais (preço indicativo 1200€)
- Alimentação não especificada (cerca de 25€ por dia)
- Gratificações (cerca de 35€)
- Seguro pessoal
- Atividades não especificadas
- Extras pessoais
- Visto (entre 30€ e 50€)
Perguntas frequentes sobre esta viagem ao Nepal
São duas experiências muito diferentes:
- Annapurna (esta viagem): contempla uma paisagem verde e exuberante, uma floresta de bambu, campos em socalcos, povo Gurung, e a altitude máxima é de 4.130m. Ideal para primeira viagem ao Nepal. 15 dias, 1.580€.
- Upper Mustang: com uma paisagem árida tipo Tibete, numa zona restrita (permit 500€), a cultura budista é mais isolada e a altitude máxima é de 4.298m. Para viajantes experientes. 18 dias, 2.670€.
O Annapurna Base Camp (4.130m) é um dos trekkings mais icónicos do mundo. Fica no centro do Santuário dos Annapurnas, um circo natural rodeado por 10 picos acima de 6.000m, incluindo o Annapurna I (8.091m), 10ª montanha mais alta do mundo. É considerado o trekking mais completo do Nepal: acessível, visualmente espetacular e culturalmente rico.
Moderada-Alta. Os dias de trekking variam entre 3h e 9h de caminhada. O maior desafio é a altitude (4.130m) e os dias consecutivos de esforço. Não é necessária experiência técnica, mas a boa forma física é essencial. Recomendamos 2 a 3 meses de preparação com caminhadas regulares.
Outubro a Novembro é a época de ouro. O céu está limpo após a monção, as vistas para os Himalaias são incríveis e as temperaturas amenas. É exatamente quando esta viagem decorre (3-17 Outubro). De Março a Abril também é ótimo.
Acima de 2.500m qualquer pessoa pode ter sintomas: dores de cabeça, náuseas, cansaço. O nosso itinerário tem aclimatização progressiva. Informamos como reconhecer sinais preocupantes. Seguro com evacuação de helicóptero é obrigatório.
Sim. Precisas de apresentar o Visa on Arrival no aeroporto de Kathmandu. Custo: 30-50 USD. O processo é muito simples com filas rápidas e sem burocracia. Leva fotos tipo passe (2 cópias) e dinheiro em dólares (USD).
As Tea Houses são alojamentos típicos do trekking no Nepal — são simples mas muito funcionais. Têm quartos de 2, 3 ou 4 pessoas, equipadas com casas de banho partilhadas e com refeições quentes disponíveis. Em Kathmandu e Pokhara, pernoitas em hotéis confortáveis com quartos duplos.
Sim! Os carregadores transportam as mochilas principais. Durante as caminhadas só levas uma daypack leve. Os carregadores são parte da cultura do trekking no Nepal e o seu sustento depende disso. Além de que te facilitará a subida e a experiência.





















