Descrição
Roteiro de Viagem Sul da Índia - 21 dias
Descobre todas as etapas desta viagem ao sul da Índia, com o Jorge Vassallo:
O Jorge estará à tua espera no aeroporto, de onde seguirá contigo para Panjim, a capital do estado de Goa. Aproveita para descansar da viagem e preparar-te para as aventuras que vais viver ao longo dos próximos vinte e um dias.
Alimentação: –
Dormida: Hotel
“Goa não é bem Índia”, disse-te provavelmente aquele amigo que aqui esteve um par de vezes. Lamentamos discordar, mas Goa é a Índia. É mais uma de um bilião de Índias – é só mais uma nuance nesse colorido caos que é este país.
É nesse contexto de diversidade que arranca a nossa aventura pelo Sul da Índia. Passamos dois dias a descobrir a personalidade única e os encantos deste cantinho do país: deambulamos entre as coloridas casas coloniais das Fontaínhas – um dos bairros icónicos de Panjim; caminhamos pelas igrejas de Velha Goa, um lugar lindíssimo que hoje é Património Mundial da UNESCO – e onde se destacam a Sé Catedral, uma das maiores igrejas de toda a Ásia, e a Basílica do Bom Jesus, onde repousam os restos mortais de São Francisco Xavier; deliciamo-nos com pratos tradicionais como o vindalho, o balchao e o xacuti; visitamos antigas casas senhoriais; e aproveitamos para passear pelas ruas com nomes portugueses e pelas paisagens bucólicas de Goa, rodeados do verde luxuriante dos coqueiros e do branco imaculado das igrejas. E, se tivermos tempo e vontade, quem sabe ainda damos um mergulho no Mar da Arábia.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel
Arrancamos cedo, de minivan, e passamos boa parte do dia na estrada. Hoje entramos num novo estado indiano, o Karnataka – e chegamos a Hampi mesmo a tempo de assistir ao pôr-do-sol numa das ruínas mais emblemáticas deste lugar maravilhoso, onde ficamos nos próximos dois dias.
Alimentação: –
Dormida: Homestay
Temos dois dias para explorar as ruínas da antiga capital de Vijayanagara, um império medieval hindu que dominou grande parte do sul da Índia entre os séculos XIV e XVI. Vamos conhecer o Templo de Vittala, o Lotus Mahal e os antigos estábulos dos elefantes reais; passear de riquexó pelas ruínas de antigos palácios, mercados, fontes, templos e muralhas; assistir ao nascer-do-sol no topo de um dos montes mais icónicos desta paisagem repleta de rochas, palmeiras e arrozais; testemunhar o banho matinal do elefante sagrado do templo de Virupaksha.
Esta aventura arqueológica termina ao fim de dois dias bem intensos – e seguimos de alma cheia num comboio nocturno para Mysore.
Alimentação: –
Dormida: Homestay e comboio
Chegamos a Mysore de manhã e vamos deixar a nossa bagagem ao hotel. Depois seguimos pelas ruas da cidade até ao majestoso Palácio de Mysore, um dos mais impressionantes de toda a Índia. Hoje vamos conhecer este devaneio arquitectónico e algumas das suas histórias.
À tarde, passeamos pelo mercado Devaraja – onde podemos comprar, entre outras coisas, incenso e perfume, duas das especialidades locais.
Como de costume em toda a viagem, hoje também nos aventuramos pela gastronomia regional… e para quem ainda não se atreveu, desta vez não tem hipótese: vamos comer à mão num restaurante onde a comida (deliciosa!) é servida em folhas de bananeira.
Alimentação: –
Dormida: Hotel
O dia começa cedo, pois temos uma viagem de minivan pela frente. Entramos no terceiro estado desta viagem, o Tamil Nadu, e passamos a manhã a caminho de Ooty, uma antiga “hill station” onde os ingleses se refugiavam durante os meses mais quentes do ano. Daqui prosseguimos viagem para Coonoor, ziguezagueando de comboio pela montanha acima, rodeados de deslumbrantes paisagens.
Alimentação: –
Dormida: Homestay
Prepara um agasalho, pois Coonoor é conhecida pelo seu tempo fresco e manhãs nubladas – e hoje vamos fazer uma caminhada matinal pelas plantações de chá de Nilgiri. À tarde, enfiamo-nos num autocarro local e seguimos, em modo sardinha-em-lata, até Coimbatore. Não é o destino mais pitoresco da Índia, admito, mas é onde apanhamos o comboio para Chennai, amanhã.
Alimentação: –
Dormida: Guesthouse
Viajar de comboio na Índia é uma experiência obrigatória, numa aventura imersiva como pretendemos que seja a nossa. Da diversidade da paisagem que atravessamos às pessoas com quem partilhamos a carruagem, cada estímulo é um constante assalto aos sentidos. Assim sendo, hoje passamos grande parte do dia sobre carris, numa longa jornada que nos leva à capital do Tamil Nadu, Chennai – antigamente conhecida por Madrasta (ou Madras). Chegamos ao fim da tarde, mesmo a tempo de uma volta pelas ruas frenéticas desta cidade e uma caminhada pela icónica Marina Beach, uma das maiores praias urbanas do mundo.
Alimentação: –
Dormida: Hotel
Visitamos, logo de manhãzinha, a Basílica de Santhome, onde se encontra o túmulo de um dos apóstolos de Jesus. Depois seguimos costa abaixo de minivan – são duas horas com vista para a Baía de Bengala – e passamos boa parte do dia em Mahabalipuram (ou Mamallapuram), uma cidade histórica a pouco mais de 60km de Chennai, conhecida pelos seus monumentos do séc. VII, que são hoje Património da Humanidade. Aqui vamos conhecer vários templos esculpidos na pedra e o famoso baixo-relevo chamado Penitência de Arjuna, com trinta metros de comprimento e quase quinze de altura.
Ao fim da tarde prosseguimos viagem. O nosso destino de hoje é Pondicherry, onde chegamos mesmo a tempo do jantar.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Guesthouse
Conhecida pelas suas ruas arborizadas, casarões coloniais, praias serenas e toda uma pacata atmosfera que contrasta com o ritmo frenético das grandes metrópoles, Pondicherry é hoje um dos recantos mais fotogénicos e charmosos da Índia. Resultado: vamos desacelerar, contemplar e aproveitar como deve ser esta antiga colónia francesa.
Começamos o dia numa das padarias tradicionais da cidade, saboreando um croissant, um pain au chocolate, um café au lait… ou alguma das muitas iguarias de influência gaulesa que são tradicionais de Pondicherry. Depois deambulamos pelo bairro francês e pela Praia Promenade, passamos pelo farol, espreitamos os mercados de artesanato e igrejas, visitamos o Ashram de Sri Aurobindo. O nosso dia em Pondicherry pinta-se não só do colorido das fachadas, mas também da brisa que sopra da Baía de Bengala, de sabores, aromas e texturas inesperadas – e, mais que tudo, da tranquilidade que se vive nas suas ruas.
Alimentação: –
Dormida: Guestehouse
Arrancamos cedo e viajamos sobre carris em direcção a Tanjore, considerada por muitos o coração espiritual e artístico do Tamil Nadu. Rodeada por campos de arroz e palmeiras, esta pequena cidade é uma autêntica cápsula do tempo, guardando em cada esquina a memória de um reino que floresceu com arte, fé e conhecimento. Tanjore (também conhecida por Thanjavur) foi a antiga capital do poderoso reino dos Cholas.
Hoje visitamos o majestoso Templo Brihadeeswarar, uma obra-prima da arquitectura Chola com cerca de mil anos que é hoje património da UNESCO, com uma torre principal que se ergue a mais de sessenta metros de altura, milhares de esculturas e baixos-relevos minunciosos – este não é um mero testemunho de fé, mas a herança de uma civilização altamente sofisticada.
Alimentação: –
Dormida: Guesthouse
Visitamos, logo de manhã, o labiríntico Palácio de Thanjavur – que alberga o Museu Real, com a sua colecção invejável de esculturas, manuscritos e peças de bronze.
Depois seguimos, por estrada, até Karaikudi, no coração de Chettinad, província que foi e é o lar dos Chettiyars, uma casta de comerciantes e banqueiros que, há dois séculos, mandaram construir mansões e palácios no meio de aldeias. Vamos conhecer a história por detrás deste lugar tão peculiar, lembrar os dias de glória da região… e, claro, visitar algumas das onze mil faustosas casas que ainda resistem por aqui.
Ao jantar, experimentamos o famosa culinária Chettinadu, considerada por muitos a melhor do Sul da Índia.
Alimentação: –
Dormida: Guesthouse
Começamos o dia com mais um passeio pelo ambiente bucólico da aldeia onde pernoitámos. Visitamos um templo com esculturas muito peculiares e, depois de almoço, seguimos de autocarro até Madurai, onde chegamos mesmo a tempo de assistir ao Palliarai, ou “cerimónia do leito nupcial” – que é um dos momentos mais simbólicos de todos os rituais realizados no impressionante Templo Meenakshi. Realizada ao cair da noite, esta cerimónia implica uma pequena procissão, em que se leva a imagem de Shiva (aqui no seu avatar Sundareshwarar) num palaquim, ao som de tambores, instrumentos de sopro e cânticos védicos, do seu santuário até ao altar da deusa Meenakshi (reencarnação de Parvati). A ideia é celebrar assim a união cósmica deste casal divino.
Alimentação: –
Dormida: Hotel
Passamos a manhã a conhecer o centro de Madurai, explorando os cheiros e os sons dos seus mercados, templos e palácios. À tarde voltamos a embarcar num comboio e prosseguimos viagem para Nagercoil, a sul – estamos quase a chegar ao extremo meridional do subcontinente indiano.
Alimentação: –
Dormida: Hotel
Hoje madrugamos e vamos assistir ao nascer-do-sol em Kanyakumari, uma vila costeira no extremo sul da Índia que deve o seu nome a Devi Kanya Kumari, uma das encarnações da deusa Parvati. Aqui encontram-se a Baía de Bengala, o Mar da Arábia e o Oceano Índico.
Ao fim da manhã, depois de explorarmos alguns dos templos da zona, arrancamos numa minivan em direção a Trivandrum, a capital do Kerala – o quarto e último estado que visitamos nesta viagem. Fazemos uma paragem a meio do caminho, para visitar o icónico Palácio Padmanabhapuram, um dos mais fascinantes exemplos de arquitetura tradicional do Kerala.
Não nos demoramos muito em Trivandrum, pois o nosso destino final é Allepey, um pouco mais a norte, para onde vamos de comboio.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Homestay
Os indianos dizem que “Deus demorou-se mais um dia no Kerala” e têm bons motivos para o afirmar: é realmente lindíssima, a paisagem, e nós vamos poder confirmar isso mesmo em primeira mão, num passeio pelas chamadas “backwaters”.
As pitorescas backwaters do Kerala são feitas de um conjunto de lagos, canais e rios paralelos à costa do Mar Arábico e são um dos destinos turísticos mais populares do Sul da Índia. Hoje de manhã embarcamos num “boathouse” para um cruzeiro nesta região. Passamos o dia em sereno deslumbre com a paisagem que nos rodeia, enquanto começamos a fazer os primeiros balanços das três semanas que entram agora na recta final. Dormimos no barco, embalados por esta energia tranquila do Kerala.
Alimentação: Almoço e jantar
Dormida: Boathouse
Quem tiver energia, pode madrugar e vir assistir com o Jorge ao nascer-do-sol – mas se preferires, fica na ronha mais um bocadinho. Seja como for, depois do pequeno-almoço voltamos para Allepey, e daqui arrancamos para a praia de Marari, onde almoçamos. Depois subimos a costa, de tuk tuk, até Cochim, o destino final desta aventura.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel
Terminamos a nossa aventura com chave de ouro: Cochim foi, ao longo dos séculos, um caldeirão de várias culturas que foram aqui introduzidas por comerciantes portugueses, holandeses e ingleses, entre tantos outros, todos seduzidos pelo lucrativo comércio de especiarias. As suas igrejas, palácios e luxuosos chalés coloniais são testemunho e herança dessa glória passada – e nós vamos descobri-la da melhor forma: caminhando.
Começamos o dia com um passeio pela praia, onde assistiremos à azáfama dos pescadores a realizar as suas tarefas diárias. As redes chinesas, instaladas junto ao mar, continuam a ser usadas, ainda hoje – e não só são o modo de sustento de muitas famílias, mas objecto de curiosidade e fascínio pelos turistas que por aqui passeiam. Depois vamos visitar a Igreja de São Francisco, uma das mais antigas de toda a Índia, construída pelos portugueses em 1503, com a permissão do Rei de Kochi. Quando Vasco da Gama faleceu, em 1524 (numa casa a pouca distância desta igreja), foi aqui sepultado. E apesar dos seus restos mortais terem sido transladados para Portugal, 14 anos depois, a sepultura original aqui se mantém – e bem preservada. Vamos também visitar o Museu Indo-Português, a Basílica Catedral de Santa Cruz (que alberga um santuário dedicado à Virgem Peregrina de Fátima), o Palácio Mattancherry (com os seus impressionantes murais com histórias da mitologia hindu) e o Bairro Judeu, sem dúvida a zona mais colorida e artística da cidade, onde se destaca a mais antiga sinagoga da Índia.
À noite vamos assistir a um espectáculo de kathakali, uma das expressões artísticas mais antigas do mundo e que é um autêntico festim visual.
Alimentação: –
Dormida: Hotel
Este último dia não pode ser um adeus: é um até breve. Quanto mais Índia se conhece, mas o viajante percebe o quanto ainda falta viver deste país que é um autêntico planeta à parte. A longa viagem de regresso a casa é a altura ideial para começar a assimilar as aventuras e toda a aprendizagem feita ao longo destas intensas, saborosas, divertidas e coloridas três semanas. Encontramo-nos onde, no regresso?
Alimentação: –
Dormida: –
INCLUI
- Acompanhamento do líder Trilhos da Terra durante toda a viagem
- Transfers de aeroporto (dentro das datas do programa)
- Alojamento durante todo o programa
- Transportes durante todo o programa
- Bilhetes de acesso à Zona Arqueológica de Hampi, ao Palácio de Mysore e a todos os museus e monumentos visitados ao longo desta viagem
- Guia local em Hampi e Mahabalipuram
- Passeio de barco nas backwaters do Kerala (com estadia e refeições a bordo)
- Bilhete para espectáculo de kathakali, em Cochim
EXCLUI
- Voos internacionais (preço indicativo 800€)
- Despesas pessoais como souvenirs, massagens, etc
- Alimentação não especificada (cerca de 20€ por dia)
- Gratificações à equipa local
- Seguro pessoal
- Atividades não especificadas
- Outras despesas não mencionadas nas incluídas
Perguntas frequentes sobre esta viagem pelo Sul da Índia
Pode ser, mas esta viagem é diferente. Não fazemos o “best of” clássico. É uma imersão profunda no Sul, ideal para quem já conhece a Índia e quer aprofundar ou para quem, mesmo na estreia, quer algo mais autêntico que o circuito turístico habitual.
Sim, é uma viagem exigente. Caminhamos muito, dormimos em comboios, enfrentamos algum calor e passamos por multidões e estímulos constantes. Não há caminhadas técnicas, mas a viagem exige resistência, flexibilidade e capacidade de adaptação constante. Voltas exausto mas de alma cheia.
É uma experiência única. Uma noite da viagem é passada num comboio noturno (Hampi-Mysore). As casas de banho são básicas, mas a experiência humana e paisagística é inesquecível.
As Kerala backwaters são uma rede de lagos, canais e rios paralelos à costa. Passamos um dia e uma noite numa boathouse (casa-barco) a navegar tranquilamente por esta paisagem deslumbrante. Uma das experiências mais memoráveis da viagem.
Sim. Os portugueses precisam de e-Visa, obtido online. O processo é simples: formulário + foto + pagamento (custo a rondar os ~25-40€), e a aprovação é feita em poucos dias. Damos todas as instruções antes da partida.
Recomendamos que tenhas as vacinas da Hepatite A e B, Tétano e Febre Tifóide em dia. Consulta um médico de viagem 4-6 semanas antes. Temos um contacto que fornecemos quando criamos os grupos de whatsapp cerca de um mês antes da viagem.
A gastronomia do Sul da Índia é rica e variada e marcada pela intensidade dos sabores, picantes e texturas. Mas as restrições alimentares são tidas em conta. Indica-nos na inscrição.
Pode acontecer ou não. O famoso “Delhi belly” faz parte da experiência para alguns viajantes. Mas o Jorge conhece bem por onde irão passar e aconselha onde/o que comer. Leva medicação básica e segue as recomendações.
Este é um grupo muito pequeno de 6 a 8 pessoas. Numa viagem tão intensa e exigente no meio de tanta multidão, um grupo reduzido é essencial para experiência autêntica e mais controlada.
O líder desta viagem já passou quase quatro anos da sua vida, ao todo, entre várias idas e vindas. E publicou 3 livros sobre as suas viagens no país que reúne as melhores aventuras que viveu na Índia, “esse planeta à parte onde não há pontos finais, só pontos de exclamação”.
O Jorge é um conhecedor apaixonado pela Índia que transforma a viagem numa experiência narrada autêntica e imersiva.
















