Togo e Benim – Edição Especial

Edição Especial Festival Vudu
com Carlos Carneiro
1ª data - 26 de Dezembro a 11 de Janeiro de 2027 (Esgotado)

Bem vindos ao Togo e Benim, o destino para aventureiros que adoram viajar nas partes do globo onde ainda se dão os primeiros passos no turismo com toda a genuinidade que isso traz e claro, imprevistos.

O turismo do Benim anuncia-se dizendo “Benim – concentrado de África”! 

E sim, está tudo concentrado nestas duas pequenas línguas de terra, mais ou menos do tamanho de Portugal. Vamos atravessar paisagens que começam na praia – golfo da Guiné, atravessando depois lagoas, florestas tropicais e savana já com cheiro a Sahel. 

Nelas conhecemos parte das noventa e quatro etnias que aqui coabitam com as suas religiões, formas de viver, gastronomia e língua própria. 

Séculos de guerras tribais e de razias de escravos, forçaram a que boa parte da população tivesse que encontrar refúgio no maior dos isolamentos. Isso reflecte-se nas arquitecturas peculiares (como as casas-fortaleza ou cidades construídas em cima de água que iremos visitar), tradições vincadas e uma boa parte da população que passou ao lado da evangelização cristã e islâmica mantendo as suas religiões animistas, onde os espíritos habitam a natureza – numa pedra, num rio ou numa árvore, sendo o exemplo máximo o Vudu que aqui nasceu e se espalhou no novo mundo pela mão das escravos. 

Boa viagem!

Aproximação CULTURAL
A par da história, monumento e pontos de interesse, procuramos conhecer as culturas locais convivendo o mais próximo possível das pessoas, visitando os mercados, entrando nas suas casas e dando tempo e espaço à viagem para que essas interações fluam.
Exigência FÍSICA
Esta viagem está adaptada a qualquer pessoa ativa, com caminhadas acessíveis. Iremos apanhar motas como meio de transporte e podemos contar com dias bastante quentes.
CONFORTO
Esta viagem exige uma boa capacidade de adaptação dos viajantes. Teremos 3 noites muito básicas em colchões no chão com rede mosquiteira e uma casa de banho exterior. Nos restantes há alguns alojamentos mais simples, outros mais confortáveis, todos com casa de banho privativa, rede mosquiteiro, e na maioria com ar condicionado ou ventoinha. NOTA IMPORTANTE: o conceito de twin (2 camas separadas) é bastante raro nesta parte do globo. Tentamos sempre que possível arranjar camas para todos, mas nalguns alojamentos poderá implicar parte do grupo ter que dividir uma cama grande, ou um dos viajantes dormir num colchão no chão.
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Descrição

ROTA DA VIAGEM

O Carlos está à tua espera no Aeroporto Internacional Gnassingbé Eyadéma, a principal porta de entrada do Togo, localizado a poucos quilómetros do centro de Lomé. Assim que saímos do aeroporto, sentimos o calor da África Ocidental e somos envolvidos pelo bulício tranquilo da capital togolesa. 

O transfer para o hotel permite-nos uma primeira impressão da cidade: ruas movimentadas com os “mototáxis Zem”, o contraste entre a arquitetura colonial e as construções modernas, estradas de alcatrão e ruelas em terra batida ocre. 

No hotel reunimos-nos para conhecer os nossos companheiros de viagem.

Alimentação: – 

Dormida: Hotel

Hoje dedicamos a manhã a explorar a cidade de Lomé, em modo adormecida por ser Domingo. Começamos pelo Grande Mercado, o coração comercial da capital, onde se vende de tudo: frutas tropicais, especiarias exóticas, tecidos coloridos e artesanato local. Aqui, segue-se o rasto das famosas “Nana Benz”, mulheres empresárias togolesas que dominaram o comércio dos multicoloridos tecidos de “wax” africanos. Continuam a ser as mulheres a gerir os seus negócios de tecidos com uma mestria e fama além fronteiras. 

Seguimos para a Catedral do Sagrado Coração, um edifício de arquitetura colonial francesa, cuja fachada branca e vermelha se destaca entre as construções circundantes. Antes do almoço, fazemos uma visita ao Palácio de Lomé, antiga casa do Governador alemão, onde teremos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o passado político do país e os desafios enfrentados pelo Togo ao longo do século XX.

Durante a tarde, deslocamo-nos num táxi coletivo para o Lago Lomé, uma lagoa tranquila onde embarcamos numa piroga tradicional para um pequeno passeio. Deslizamos pelas águas, observando os pescadores locais a recolher as suas redes e quem quiser ainda pode dar um mergulho antes do regresso ao hotel – dizem que não há crocodilos!

Alimentação: Pequeno-almoço 

Dormida: Hotel

Hoje começamos a nossa grande volta rumo ao Norte mais inóspito do Togo e Benim. Dividimos-nos em 3 táxis públicos rumo a Kpalime uma cidade situada numa região montanhosa conhecida pelo seu clima ameno e pela produção de café e cacau. Chegados ao nosso alojamento, um conjunto de cabanas redondas no meio da floresta e almoçamos antes de partirmos para uma caminhada botânica pela Floresta de Missahoe, levados pelo guia que de olhos experientes nos desvenda os segredos deste manto verde, de surpresa em surpresa tudo alegrado pelas inúmeras borboletas que aqui encontraram o seu habitat. Acabamos debaixo dos guinchos de um mar de morcegos. Reza a lenda que há muitos anos um grupo de homens sob ataque inimigo foi levado por morcegos até uma gruta onde se puderam esconder em segurança tornando-se uma espécie sagrada na região.

De volta ao alojamento, encerramos o dia ao som do djembé, o tambor africano. Participamos numa aula de dança tradicional junto a uma fogueira, onde os ritmos intensos nos convidam a desempenar as nossas ancas lusitanas.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço, jantar

Dormida: Cabana redonda

De manhã, visitamos o mercado de Kpalimé, um ponto de encontro essencial para a comunidade, onde as bancas de fruta, vegetais se misturam com os aromas das especiarias. Visitamos de seguida o mercado de artesanato e depois o enigmático e abandonado Castelo de Viale, construído por um comerciante alemão e mais tarde utilizado como refúgio de fim de semana e festas pelo ditador Gnassingbé Eyadéma. Caminhamos pelos seus corredores silenciosos, os tetos arrancados, sentindo o peso da história e do abandono que aqui se foi vivendo.

Depois de um piquenique ao ar livre, dirigimo-nos às Cascatas de Womé, uma das maravilhas naturais da região. Rodeados pela floresta, mergulhamos nas águas frescas e relaxamos antes de regressarmos ao alojamento.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço piquenique e jantar

Dormida: Cabanas redondas

Hoje madrugamos e seguimos, já na carrinha privada que nos irá acompanhar nos próximos dias. O destino é Koutammakou, um território classificado como Património da UNESCO e lar do povo Batammariba, conhecido pelos seus Tatas, casas-fortaleza de adobe que combinam beleza arquitetónica e funcionalidade defensiva. E quase todas as casas da região assim se mantêm, espalhadas pela paisagem de savana, até aos dias de hoje. 

À chegada a Koutammakou, somos recebidos por um guia local que nos introduz à fascinante história dos Batammariba e à sua impressionante capacidade de adaptação ao meio ambiente. Visitamos várias destas habitações-fortaleza e aprendemos sobre as suas características defensivas, como as passagens secretas e as técnicas de construção em terra batida.

Ao entardecer, aproveitamos para visitar o mercado semanal que, como a maioria dos mercados nesta parte do globo, é muito mais que um sítio de trocas comerciais – é um local de encontros e onde o produto da labuta diária chega das mais diferentes formas. De banca em banca, além dos produtos, podemos assistir a histórias e quotidianos – é esse o fascínio dos mercados nesta parte do globo. 

A noite será passada num dos Tatas adaptados para turismo, dormindo no terraço, sob um céu estrelado, ao som dos grilos e do vento que sopra entre os baobás.

Alimentação: Pequeno-almoço, jantar

Dormida: Tata – no terraço debaixo das estrelas

Despertamos cedo para absorver a atmosfera mágica de Koutammakou ao amanhecer. O nosso guia leva-nos a conhecer a rotina dos Sombas: vemos como iniciam o dia, com tarefas agrícolas e a preparação de alimentos tradicionais.

Tomamos o pequeno-almoço no alojamento antes de iniciarmos uma nova caminhada pelas redondezas onde visitamos um Tata especialmente bem preservado, onde podemos entrar e perceber como cada divisão tem um propósito específico: zonas de armazenamento de cereais, áreas de defesa e espaços de convívio. Mais adiante, chegamos ao famoso “Rei dos Baobás”, uma árvore monumental que serve de templo natural. Conta-se que os feiticeiros locais passam longos períodos dentro do tronco oco para se conectarem com os espíritos ancestrais.

O resto da tarde é passado de forma mais descontraída, regressamos ao Tata onde estamos alojados e há tempo para descansar ou deambular pelas aldeias. Ao final do dia, vamos ao bar da terra para beber uma cerveja fresca e partilhar momentos de convívio com os locais.

Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar

Dormida: Tata – no terraço debaixo das estrelas 

Hoje madrugamos para atravessar a fronteira para o Benim. Atravessamos aldeias remotas até chegarmos a Djougou, onde paramos para almoçar num hotel onde teremos (caso não esteja lotado) acesso a alguns quartos para usarmos as casas de banho e tomar um duche depois das condições mais básicas do alojamento anterior (e o desta noite!)

Seguimos para as montanhas de Atacora, lar do povo Taneka. Este grupo étnico mantém vivas as suas tradições animistas e tem um forte sentido de identidade cultural. Cada aldeia tem o seu rei e um feiticeiro ancião, responsáveis por manter o equilíbrio espiritual da comunidade.

A experiência aqui é imersiva: arregaçamos as mangas e ajudamos na preparação do jantar, aprendendo a pilar o milhete e a cozinhar de forma tradicional. A noite é passada à volta da fogueira, ouvindo histórias sobre os espíritos da floresta e os antigos rituais da aldeia.

Alimentação: Pequeno-almoço, jantar

Dormida: Cabanas com casa de banho partilhada

Depois de 3 dias no norte mais remoto do Togo e Benim, regressamos a uma cidade e a um quarto com casa de banho privativa. 

Chegamos a Abomey, terra onde nasceu um dos impérios mais temidos e ferozes da história africana. Aqui nasceram muitos mitos dos seus poderosos reis com exércitos de elite de mulheres guerreiras e muros de defesa pintados com o sangue dos inimigos. Daqui também se fizeram as maiores razias de escravos de África para servir de moeda de troca com portugueses e outros europeus, numa das alianças mais perturbadoras da história do mundo global.

Aqui também é um forte bastião do Vudu e começamos por visitar um excêntrico local culto, onde a igreja principal tem a forma de um enorme camaleão. Seguimos para o mercado dos fetiches que são usados na feitiçaria Voodoo – uma panóplia de poções e cadáveres de todos os animais que se possa imaginar, trazidos por caçadores da floresta. 

À tarde, visitamos o complexo real de Dahomey, um Património Mundial da UNESCO. Infelizmente, grande parte do antigo palácio está em ruínas e o museu fechado para obras sem data de abertura, mas com algum exercício de imaginação e a ajuda de um guia conseguimos sentir o esplendor desta antiga capital. 

No final do dia passamos por uma pequena fábrica de sumos e fruta desidratada. Conhecemos os segredos da produção e compramos snacks para a viagem, incluindo ananás desidratado ou sumo de embondeiro!

Alimentação: Pequeno-almoço 

Dormida: Hotel

Seguimos para Porto Novo, a capital do Benim, cujo nome foi dado pelos portugueses há 500 anos em homenagem à cidade do Porto. A cidade tem uma atmosfera descontraída e convida à exploração a pé. Hoje vamos passar o final de dia e noite em casa de uma família que coleciona vinis de música africana. Além de uma aula sobre música com destaque para o afrobeat, ainda vamos com eles ao mercado comprar o jantar, cozinhamos juntos e fazemos uma festa caseira de afrobeat embalados pelo som analógico do seu gira-discos.


Alimentação: Pequeno-almoço, jantar 

Dormida: Hotel

Começamos o dia a visitar o Museu Honmé, antigo palácio do Rei Toffa, cujo trono foi oferecido por um comerciante português. Aqui ouvimos várias histórias curiosas, como o seu jogo favorito – a macala, onde os adversários tinham de aprender a perder, pois quem ousasse vencer era condenado à morte.

Seguimos num passeio pela cidade e mercado e acabamos com uma visita guiada ao Centro Songhai, um projeto pioneiro de agroecologia. Este centro ensina técnicas agrícolas sustentáveis a jovens africanos e já se expandiu para vários outros países do continente sendo um exemplo maior de sucesso de projetos de desenvolvimento em África. No final visitamos a sua loja onde vendem os diversos produtos, e ali ficamos a jantar na esplanada.

Alimentação: Pequeno-almoço 

Dormida: hotel

Hoje deixamos Porto Novo para uma experiência única: uma viagem de 3 horas num barco privado de Porto Novo a Ganvie, a maior cidade lacustre de África. Esta “Veneza Africana” ergue-se sobre palafitas no meio do Lago Nokoué, sendo um testemunho vivo da resistência e adaptação do povo Tofinu, que aqui se refugiou no século XVIII para escapar às razias de escravos.

A escravatura foi abolida mas o modo de viver manteve-se e cerca de 22 000 pessoas aqui continuam as suas vidas sem pretensões de sair, fazendo todas as deslocações do dia-a-dia de piroga e da pesca o principal meio de subsistência. 

Chegados a Ganvie, instalamo-nos no hotel onde vamos dormir e durante a tarde exploramos a vila a bordo de uma piroga, percorrendo as suas “ruas aquáticas”, passando por escolas, igrejas e casas coloridas, mas acima de tudo, por toda uma população que se cruza connosco ao ritmo das remadas.

Alimentação: Pequeno-almoço 

Dormida:  Hotel

Acordamos antes de nascer o sol, para visitar o mercado flutuante que abastece os pescadores a caminho da faina. Um espectáculo peculiar, que mistura a azáfama de quem vai para o trabalho, pirogas iluminadas à luz de lamparinas e pregões que anunciam os produtos rompendo a escuridão 

Regressamos para tomar o pequeno-almoço e em seguida damos um passeio de barco a motor com um guia para entender melhor toda a história fascinante desta terra e deste modo de vida.

De tarde Seguimos para Ouidah, um dos epicentros do culto voodoo e da trágica história do comércio de escravos. Ouidah foi um dos principais portos de embarque de escravos para as Américas, estima-se 2 milhões, e a cidade mantém uma forte ligação com este passado.

Alimentação: Pequeno-almoço 

Dormida: Hotel

Hoje aprofundamos a nossa compreensão do voodoo, visitando a Floresta Sagrada de Kpassé, um dos locais mais emblemáticos da religião no Benim. A floresta, outrora interdita a não-iniciados, foi transformada num espaço museológico que permite aos visitantes aprender mais sobre as crenças e tradições espirituais do povo fon. Entre as árvores centenárias, encontramos esculturas que representam divindades voodoo e ouvimos histórias fascinantes sobre os deuses e espíritos protetores da natureza. As árvores são sagradas e imponentes, o ambiente é muito bonito e sentimos que o Voodoo, é muito mais que magia negra, é uma conexão poderosa do homem com o mundo natural – visível e invisível. 

Seguimos para o templo das pítons, as cobras idolatradas no Vodou, que aqui habitam às dezenas. 

Depois do almoço aprofundamos a história da escravatura em África, um dos momentos mais trágicos da história mundial e onde os portugueses estiveram direta e ativamente envolvidos. Com a ajuda de um guia percorremos a Rota dos Escravos, um percurso de 4 km que recria o caminho dos africanos prisioneiros que eram levados à força para os navios negreiros. Ao longo do trajeto passamos pelo “Árvore do Esquecimento”, onde os escravos eram forçados a dar voltas para esquecerem as suas origens, e terminamos na Porta do Não Retorno, um monumento erguido à beira-mar, simbolizando a despedida final dos que foram arrancados da sua terra natal.

Alimentação: Pequeno-almoço 

Dormida: Hotel

Hoje trocamos a cidade pela tranquilidade do Lago Ahémé, para um final relaxado, em cabanas de madeira debruçadas sobre o lago. Fazemos um tour de piroga para descobrir as riquezas naturais da zona com aldeias piscatórias e zonas de mangais e acabamos o dia num banho tradicional de argila local Tôbô uma terapêutica antiga que promete relaxar e limpar a pele em profundidade, depois do pó acumulado na nossa aventura! 

Alimentação: Pequeno-almoço 

Dormida: Cabanas de madeira 

Hoje é dia de descanso e lazer, com passeios de caiaque a ver as aldeias locais, ou dar mergulhos no lago. Para quem apanhar voos noturnos também pode ser o dia de despedida, o transfer parte daqui direto ao aeroporto

Alimentação: Pequeno-almoço 

Dormida: Cabanas de madeira

Dia da grande festividade vudu no Benim, vamos observar danças, transes e será um dia intenso mergulhado na etnografia do Benim.

Alimentação: Pequeno-almoço 

Dormida: Cabanas de madeira

E assim chega ao fim esta nossa viagem.

É altura de arrumar a mala, comprar os últimos presentes e regressar a casa.

Alimentação: –
Dormida: –

Preço1ª data 26 de Dezembro a 11 de Janeiro de 20271970€/pessoa
Total 16 noites9 Hotel; 5 Cabanas; 2 Tata;
AtividadesDescoberta cultural, Festival Vudu
TransportesCarrinha, táxi público, barco, motas
ReservasGrupo mínimo 6 e máximo 11
INCLUI
EXCLUI
LÍDER DE VIAGEM

Carlos Carneiro

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