Descrição
ROTA DA VIAGEM
O Carlos está à tua espera no Aeroporto Internacional Gnassingbé Eyadéma, a principal porta de entrada do Togo, localizado a poucos quilómetros do centro de Lomé. Assim que saímos do aeroporto, sentimos o calor da África Ocidental e somos envolvidos pelo bulício tranquilo da capital togolesa.
O transfer para o hotel permite-nos uma primeira impressão da cidade: ruas movimentadas com os “mototáxis Zem”, o contraste entre a arquitetura colonial e as construções modernas, estradas de alcatrão e ruelas em terra batida ocre.
No hotel reunimos-nos para conhecer os nossos companheiros de viagem.
Alimentação: –
Dormida: Hotel
Hoje dedicamos a manhã a explorar a cidade de Lomé, em modo adormecida por ser Domingo. Começamos pelo Grande Mercado, o coração comercial da capital, onde se vende de tudo: frutas tropicais, especiarias exóticas, tecidos coloridos e artesanato local. Aqui, segue-se o rasto das famosas “Nana Benz”, mulheres empresárias togolesas que dominaram o comércio dos multicoloridos tecidos de “wax” africanos. Continuam a ser as mulheres a gerir os seus negócios de tecidos com uma mestria e fama além fronteiras.
Seguimos para a Catedral do Sagrado Coração, um edifício de arquitetura colonial francesa, cuja fachada branca e vermelha se destaca entre as construções circundantes. Antes do almoço, fazemos uma visita ao Palácio de Lomé, antiga casa do Governador alemão, onde teremos a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o passado político do país e os desafios enfrentados pelo Togo ao longo do século XX.
Durante a tarde, deslocamo-nos num táxi coletivo para o Lago Lomé, uma lagoa tranquila onde embarcamos numa piroga tradicional para um pequeno passeio. Deslizamos pelas águas, observando os pescadores locais a recolher as suas redes e quem quiser ainda pode dar um mergulho antes do regresso ao hotel – dizem que não há crocodilos!
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel
Hoje começamos a nossa grande volta rumo ao Norte mais inóspito do Togo e Benim. Dividimos-nos em 3 táxis públicos rumo a Kpalime uma cidade situada numa região montanhosa conhecida pelo seu clima ameno e pela produção de café e cacau. Chegados ao nosso alojamento, um conjunto de cabanas redondas no meio da floresta e almoçamos antes de partirmos para uma caminhada botânica pela Floresta de Missahoe, levados pelo guia que de olhos experientes nos desvenda os segredos deste manto verde, de surpresa em surpresa tudo alegrado pelas inúmeras borboletas que aqui encontraram o seu habitat. Acabamos debaixo dos guinchos de um mar de morcegos. Reza a lenda que há muitos anos um grupo de homens sob ataque inimigo foi levado por morcegos até uma gruta onde se puderam esconder em segurança tornando-se uma espécie sagrada na região.
De volta ao alojamento, encerramos o dia ao som do djembé, o tambor africano. Participamos numa aula de dança tradicional junto a uma fogueira, onde os ritmos intensos nos convidam a desempenar as nossas ancas lusitanas.
Alimentação: Pequeno-almoço, almoço, jantar
Dormida: Cabana redonda
De manhã, visitamos o mercado de Kpalimé, um ponto de encontro essencial para a comunidade, onde as bancas de fruta, vegetais se misturam com os aromas das especiarias. Visitamos de seguida o mercado de artesanato e depois o enigmático e abandonado Castelo de Viale, construído por um comerciante alemão e mais tarde utilizado como refúgio de fim de semana e festas pelo ditador Gnassingbé Eyadéma. Caminhamos pelos seus corredores silenciosos, os tetos arrancados, sentindo o peso da história e do abandono que aqui se foi vivendo.
Depois de um piquenique ao ar livre, dirigimo-nos às Cascatas de Womé, uma das maravilhas naturais da região. Rodeados pela floresta, mergulhamos nas águas frescas e relaxamos antes de regressarmos ao alojamento.
Alimentação: Pequeno-almoço, almoço piquenique e jantar
Dormida: Cabanas redondas
Hoje madrugamos e seguimos, já na carrinha privada que nos irá acompanhar nos próximos dias. O destino é Koutammakou, um território classificado como Património da UNESCO e lar do povo Batammariba, conhecido pelos seus Tatas, casas-fortaleza de adobe que combinam beleza arquitetónica e funcionalidade defensiva. E quase todas as casas da região assim se mantêm, espalhadas pela paisagem de savana, até aos dias de hoje.
À chegada a Koutammakou, somos recebidos por um guia local que nos introduz à fascinante história dos Batammariba e à sua impressionante capacidade de adaptação ao meio ambiente. Visitamos várias destas habitações-fortaleza e aprendemos sobre as suas características defensivas, como as passagens secretas e as técnicas de construção em terra batida.
Ao entardecer, aproveitamos para visitar o mercado semanal que, como a maioria dos mercados nesta parte do globo, é muito mais que um sítio de trocas comerciais – é um local de encontros e onde o produto da labuta diária chega das mais diferentes formas. De banca em banca, além dos produtos, podemos assistir a histórias e quotidianos – é esse o fascínio dos mercados nesta parte do globo.
A noite será passada num dos Tatas adaptados para turismo, dormindo no terraço, sob um céu estrelado, ao som dos grilos e do vento que sopra entre os baobás.
Alimentação: Pequeno-almoço, jantar
Dormida: Tata – no terraço debaixo das estrelas
Despertamos cedo para absorver a atmosfera mágica de Koutammakou ao amanhecer. O nosso guia leva-nos a conhecer a rotina dos Sombas: vemos como iniciam o dia, com tarefas agrícolas e a preparação de alimentos tradicionais.
Tomamos o pequeno-almoço no alojamento antes de iniciarmos uma nova caminhada pelas redondezas onde visitamos um Tata especialmente bem preservado, onde podemos entrar e perceber como cada divisão tem um propósito específico: zonas de armazenamento de cereais, áreas de defesa e espaços de convívio. Mais adiante, chegamos ao famoso “Rei dos Baobás”, uma árvore monumental que serve de templo natural. Conta-se que os feiticeiros locais passam longos períodos dentro do tronco oco para se conectarem com os espíritos ancestrais.
O resto da tarde é passado de forma mais descontraída, regressamos ao Tata onde estamos alojados e há tempo para descansar ou deambular pelas aldeias. Ao final do dia, vamos ao bar da terra para beber uma cerveja fresca e partilhar momentos de convívio com os locais.
Alimentação: Pequeno-almoço, almoço e jantar
Dormida: Tata – no terraço debaixo das estrelas
Hoje madrugamos para atravessar a fronteira para o Benim. Atravessamos aldeias remotas até chegarmos a Djougou, onde paramos para almoçar num hotel onde teremos (caso não esteja lotado) acesso a alguns quartos para usarmos as casas de banho e tomar um duche depois das condições mais básicas do alojamento anterior (e o desta noite!)
Seguimos para as montanhas de Atacora, lar do povo Taneka. Este grupo étnico mantém vivas as suas tradições animistas e tem um forte sentido de identidade cultural. Cada aldeia tem o seu rei e um feiticeiro ancião, responsáveis por manter o equilíbrio espiritual da comunidade.
A experiência aqui é imersiva: arregaçamos as mangas e ajudamos na preparação do jantar, aprendendo a pilar o milhete e a cozinhar de forma tradicional. A noite é passada à volta da fogueira, ouvindo histórias sobre os espíritos da floresta e os antigos rituais da aldeia.
Alimentação: Pequeno-almoço, jantar
Dormida: Cabanas com casa de banho partilhada
Depois de 3 dias no norte mais remoto do Togo e Benim, regressamos a uma cidade e a um quarto com casa de banho privativa.
Chegamos a Abomey, terra onde nasceu um dos impérios mais temidos e ferozes da história africana. Aqui nasceram muitos mitos dos seus poderosos reis com exércitos de elite de mulheres guerreiras e muros de defesa pintados com o sangue dos inimigos. Daqui também se fizeram as maiores razias de escravos de África para servir de moeda de troca com portugueses e outros europeus, numa das alianças mais perturbadoras da história do mundo global.
Aqui também é um forte bastião do Vudu e começamos por visitar um excêntrico local culto, onde a igreja principal tem a forma de um enorme camaleão. Seguimos para o mercado dos fetiches que são usados na feitiçaria Voodoo – uma panóplia de poções e cadáveres de todos os animais que se possa imaginar, trazidos por caçadores da floresta.
À tarde, visitamos o complexo real de Dahomey, um Património Mundial da UNESCO. Infelizmente, grande parte do antigo palácio está em ruínas e o museu fechado para obras sem data de abertura, mas com algum exercício de imaginação e a ajuda de um guia conseguimos sentir o esplendor desta antiga capital.
No final do dia passamos por uma pequena fábrica de sumos e fruta desidratada. Conhecemos os segredos da produção e compramos snacks para a viagem, incluindo ananás desidratado ou sumo de embondeiro!
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel
Seguimos para Porto Novo, a capital do Benim, cujo nome foi dado pelos portugueses há 500 anos em homenagem à cidade do Porto. A cidade tem uma atmosfera descontraída e convida à exploração a pé. Hoje vamos passar o final de dia e noite em casa de uma família que coleciona vinis de música africana. Além de uma aula sobre música com destaque para o afrobeat, ainda vamos com eles ao mercado comprar o jantar, cozinhamos juntos e fazemos uma festa caseira de afrobeat embalados pelo som analógico do seu gira-discos.
Alimentação: Pequeno-almoço, jantar
Dormida: Hotel
Começamos o dia a visitar o Museu Honmé, antigo palácio do Rei Toffa, cujo trono foi oferecido por um comerciante português. Aqui ouvimos várias histórias curiosas, como o seu jogo favorito – a macala, onde os adversários tinham de aprender a perder, pois quem ousasse vencer era condenado à morte.
Seguimos num passeio pela cidade e mercado e acabamos com uma visita guiada ao Centro Songhai, um projeto pioneiro de agroecologia. Este centro ensina técnicas agrícolas sustentáveis a jovens africanos e já se expandiu para vários outros países do continente sendo um exemplo maior de sucesso de projetos de desenvolvimento em África. No final visitamos a sua loja onde vendem os diversos produtos, e ali ficamos a jantar na esplanada.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: hotel
Hoje deixamos Porto Novo para uma experiência única: uma viagem de 3 horas num barco privado de Porto Novo a Ganvie, a maior cidade lacustre de África. Esta “Veneza Africana” ergue-se sobre palafitas no meio do Lago Nokoué, sendo um testemunho vivo da resistência e adaptação do povo Tofinu, que aqui se refugiou no século XVIII para escapar às razias de escravos.
A escravatura foi abolida mas o modo de viver manteve-se e cerca de 22 000 pessoas aqui continuam as suas vidas sem pretensões de sair, fazendo todas as deslocações do dia-a-dia de piroga e da pesca o principal meio de subsistência.
Chegados a Ganvie, instalamo-nos no hotel onde vamos dormir e durante a tarde exploramos a vila a bordo de uma piroga, percorrendo as suas “ruas aquáticas”, passando por escolas, igrejas e casas coloridas, mas acima de tudo, por toda uma população que se cruza connosco ao ritmo das remadas.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel
Acordamos antes de nascer o sol, para visitar o mercado flutuante que abastece os pescadores a caminho da faina. Um espectáculo peculiar, que mistura a azáfama de quem vai para o trabalho, pirogas iluminadas à luz de lamparinas e pregões que anunciam os produtos rompendo a escuridão
Regressamos para tomar o pequeno-almoço e em seguida damos um passeio de barco a motor com um guia para entender melhor toda a história fascinante desta terra e deste modo de vida.
De tarde Seguimos para Ouidah, um dos epicentros do culto voodoo e da trágica história do comércio de escravos. Ouidah foi um dos principais portos de embarque de escravos para as Américas, estima-se 2 milhões, e a cidade mantém uma forte ligação com este passado.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel
Hoje aprofundamos a nossa compreensão do voodoo, visitando a Floresta Sagrada de Kpassé, um dos locais mais emblemáticos da religião no Benim. A floresta, outrora interdita a não-iniciados, foi transformada num espaço museológico que permite aos visitantes aprender mais sobre as crenças e tradições espirituais do povo fon. Entre as árvores centenárias, encontramos esculturas que representam divindades voodoo e ouvimos histórias fascinantes sobre os deuses e espíritos protetores da natureza. As árvores são sagradas e imponentes, o ambiente é muito bonito e sentimos que o Voodoo, é muito mais que magia negra, é uma conexão poderosa do homem com o mundo natural – visível e invisível.
Seguimos para o templo das pítons, as cobras idolatradas no Vodou, que aqui habitam às dezenas.
Depois do almoço aprofundamos a história da escravatura em África, um dos momentos mais trágicos da história mundial e onde os portugueses estiveram direta e ativamente envolvidos. Com a ajuda de um guia percorremos a Rota dos Escravos, um percurso de 4 km que recria o caminho dos africanos prisioneiros que eram levados à força para os navios negreiros. Ao longo do trajeto passamos pelo “Árvore do Esquecimento”, onde os escravos eram forçados a dar voltas para esquecerem as suas origens, e terminamos na Porta do Não Retorno, um monumento erguido à beira-mar, simbolizando a despedida final dos que foram arrancados da sua terra natal.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Hotel
Hoje trocamos a cidade pela tranquilidade do Lago Ahémé, para um final relaxado, em cabanas de madeira debruçadas sobre o lago. Fazemos um tour de piroga para descobrir as riquezas naturais da zona com aldeias piscatórias e zonas de mangais e acabamos o dia num banho tradicional de argila local Tôbô uma terapêutica antiga que promete relaxar e limpar a pele em profundidade, depois do pó acumulado na nossa aventura!
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Cabanas de madeira
Hoje é dia de descanso e lazer, com passeios de caiaque a ver as aldeias locais, ou dar mergulhos no lago. Para quem apanhar voos noturnos também pode ser o dia de despedida, o transfer parte daqui direto ao aeroporto
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Cabanas de madeira
Dia da grande festividade vudu no Benim, vamos observar danças, transes e será um dia intenso mergulhado na etnografia do Benim.
Alimentação: Pequeno-almoço
Dormida: Cabanas de madeira
E assim chega ao fim esta nossa viagem.
É altura de arrumar a mala, comprar os últimos presentes e regressar a casa.
Alimentação: –
Dormida: –
INCLUI
- Alojamento durante todo o programa
- Transporte durante o programa
- Acompanhamento de líder Trilhos da Terra durante toda a viagem
- Transfer de/para o aeroporto
- 15 pequenos-almoços, 6 jantares, 2 almoços (1 em piquenique)
- Todas as entradas em museus, monumentos e guias
EXCLUI
- Voos internacionais: Pesquisa para Aquisição de Voos Datas recomendadas: Ida: Sexta-feira (pode oferecer melhores opções e preços). Regresso: Sábado à tarde/noite (para chegada no Domingo). Companhias Aéreas com melhores tarifas atualmente: Brussels Airlines Royal Air Maroc Dicas de pesquisa: Experimentar diferentes combinações de datas para encontrar as melhores tarifas. Comparar voos de sexta-feira para ida e sábado para regresso.
- Alimentação não especificada (cerca de 15€ por dia)
- Extras pessoais como bebidas, telefone, etc
- Seguro pessoal
- Gratificações
- Outras despesas não mencionadas nas incluídas
- Vistos do Togo (38,5 euros) e Benim (50 euros)











